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São Coisas

Jaze

Son Cosas

Les voy a contar una que me paso
Vamo' a ver si alguno se identifica

Ey, me desperté, me volví a dormir y me desperté
La universidad era a las ocho y mi examen a las diez
Eran las nueve con cuarenta no me di cuenta
Pero apague la alarma y no escuche que había sonao' como noventa veces
Salí volando de la cama y pa' la ducha, después dos panes franceses
Y pa' fuera el taxi espera
Y pa' mala suerte mía dejé adentro las llaves y la billetera

La consecuencia de mi acción
Es que tuve que llamar a mi mamá que no contestó
Creí que estaba trabajando pero no
Porque hay algo que yo no sabía que contaría a continuación, yo

No tuve otra que trepar para eso mi jato tenía un garaje
Alto y arbustos para que no entren a robar
Pero quien se iba a imaginar que yo iba a tener
Que hacer de ladrón por mis llaves olvidar

Pero claro, la alarma estaba activada
Y por su puesto que lo pensé, pero después de que sonara
Y palta porque estaba en el piso, los vecinos ser reían de mi desgracia
Pero cuando me deslizo, con el tronco que daba hacia adentro
Pensaba puedo acordarme de la clave si me concentro
Para desactivar ese sonido tan violento, que afuera ya causaba desconcierto

Entonces entré desactivé, le apagué, me acordé la clave
No saben la alegría que sentía, pero grave lo que se venía
Porque justo el timbre sonó, tocaba la vecina la que llamo la atención

Una alarma para robos a las diez de la mañana porque
Claro por mi jato, casi nunca pasa nada, yo le contestaba
Le dije que fue mi error, después de una puteada se largó y yo
Como Don Ramón queriendo tirar el gorrito
Lo único que tiraba eran mis notas por el examen escrito al que hubiese llegado
Si no fuese por una alarma, o si es que hiciera las cosas con calma

Me fui al cuarto para sacar las llaves y la billetera
Tenía tres monedas de dos Lucas para pagar la carrera
Ahí me acordé que estaba el taxi afuera, tuve que cancelarle, al toque para que se fuera

Casi que pienso, que estoy haciendo
Porque improviso todo el tiempo y lo hago todo al último momento
Seguro que es mi estilo, el problema es que me impaciento
Todo eso en mi mente, pero el reloj seguía corriendo

Ya daban las diez, el examen ya había empezado
Yo sacaba mis cosas y salía todo apurado, esperanzado, por llegar a la hora
Salí corriendo por la cocina pero tiré la licuadora

Y se rompió y claro como si barrer supiera
Si mi mamá se entera, uy, uy, uy, la que me espera
Que hacía barriendo yo, pensaba en mi mala suerte
Tenía que ser fuerte pero en mi mente

Ya aparecía la escena del salón cerrado con todos
Entonces pedí el taxi para llegar y ni modo
Le mandé un mensaje a mi mamá como por instinto
Con un corazón pa' que se vea lindo

Y cuando ahora destruida la pared hasta casi despinto
Las cosas que pueden pasar solo si me despisto
Agarré mi celular y me enteré allí mismo
Que lo único que no sabía es que ese día era domingo

Habían salido y me dejaron una nota
Que pasaban por mí a las diez y media y que deje comida para las mascotas
¿Cómo pude ser tan idiota?
Menos mal que no soy de esas personas que explotan

Porque claro, yo juraba que era lunes
Y le buscaba explicaciones a confusiones no tan comunes
Como un estúpido me sentí
Pero le conté a mis panas y no hicieron más que sonreír y

Se fueron en risas, va también mi mamá
Mi papá, mi hermano y tú, que me acabas de escuchar
Porque, puedo ser un despistado y muchas cosas más
Pero lo bueno es que siempre tengo historias para contar yo

Ey
Siempre tengo historias para contar, bro
Ey
Siempre tengo historias para contar
Para contar
Siempre tengo historias para, para, para contar
Check it out bro

Para contar, para contar para con
Para contar, para contar para con
Para con wo wo wo wo

Para contar

São Coisas

Vou contar uma que me aconteceu
Vamos ver se alguém se identifica

Ei, acordei, voltei a dormir e acordei de novo
A faculdade era às oito e meu exame às dez
Eram nove e quarenta, não percebi
Mas desliguei o despertador e não ouvi que tocou umas noventa vezes
Saí voando da cama e fui pra ducha, depois dois pães franceses
E pra fora, o táxi espera
E pra minha má sorte, deixei as chaves e a carteira dentro

A consequência da minha ação
Foi que tive que ligar pra minha mãe que não atendeu
Achei que ela estava trabalhando, mas não
Porque tem algo que eu não sabia que vou contar a seguir, eu

Não tive outra opção a não ser escalar, porque minha casa tinha um garagem
Alto e com arbustos pra não entrarem pra roubar
Mas quem ia imaginar que eu ia ter
Que fazer de ladrão por ter esquecido as chaves

Mas claro, o alarme estava ativado
E claro que pensei nisso, mas só depois que tocou
E que pena, porque eu estava no chão, os vizinhos riam da minha desgraça
Mas quando me deslizei, com o tronco que ia pra dentro
Pensava que podia lembrar da senha se me concentrasse
Pra desativar aquele som tão violento, que lá fora já causava desconcerto

Então entrei, desativei, desliguei, lembrei da senha
Vocês não sabem a alegria que senti, mas grave o que estava por vir
Porque justo o interfone tocou, era a vizinha que chamou a atenção

Um alarme de roubo às dez da manhã porque
Claro, na minha casa, quase nunca acontece nada, eu respondia
Disse que foi meu erro, depois de uma xingada ela foi embora e eu
Como o Don Ramón querendo tirar o chapéu
A única coisa que jogava eram minhas notas do exame escrito que eu teria chegado
Se não fosse por um alarme, ou se eu fizesse as coisas com calma

Fui pro quarto pegar as chaves e a carteira
Tinha três moedas de dois reais pra pagar a corrida
Aí lembrei que o táxi estava lá fora, tive que cancelar, rapidinho pra ele ir embora

Quase pensei, o que estou fazendo
Porque improviso o tempo todo e deixo tudo pra última hora
Com certeza é meu estilo, o problema é que fico impaciente
Tudo isso na minha mente, mas o relógio continuava correndo

Já eram dez, o exame já tinha começado
Eu pegava minhas coisas e saía todo apressado, esperançoso, pra chegar a tempo
Saí correndo pela cozinha, mas derrubei a liquidificadora

E quebrou e claro, como se eu soubesse varrer
Se minha mãe descobre, ui, ui, ui, o que me espera
O que eu estava fazendo varrendo, pensava na minha má sorte
Tinha que ser forte, mas na minha mente

Já aparecia a cena da sala fechada com todo mundo
Então pedi o táxi pra chegar e não teve jeito
Mandei uma mensagem pra minha mãe como por instinto
Com um coração pra ficar bonitinho

E quando agora a parede destruída quase despintou
As coisas que podem acontecer só se eu me distrair
Peguei meu celular e descobri ali mesmo
Que a única coisa que eu não sabia é que aquele dia era domingo

Eles saíram e deixaram uma nota
Dizendo que passariam por mim às dez e meia e que deixasse comida pros pets
Como pude ser tão idiota?
Ainda bem que não sou dessas pessoas que explodem

Porque claro, eu jurava que era segunda
E tentava achar explicações pra confusões não tão comuns
Como um estúpido me senti
Mas contei pros meus amigos e eles só riram e

Saíram rindo, minha mãe também
Meu pai, meu irmão e você, que acabou de me ouvir
Porque, posso ser um distraído e muitas coisas mais
Mas o bom é que sempre tenho histórias pra contar eu

Ei
Sempre tenho histórias pra contar, mano
Ei
Sempre tenho histórias pra contar
Pra contar
Sempre tenho histórias pra, pra, pra contar
Olha só, mano

Pra contar, pra contar pra com
Pra contar, pra contar pra com
Pra com wo wo wo wo

Pra contar

Composição: Jaze