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Perfeito Desconhecido

Jeanne Cherhal

Parfait Inconnu

Ah ! Comme ce parfait inconnu semble aussi parfait qu'inconnu.
Ah ! Comme ce parfait inconnu semble parfait.

Tout ignorer de quelqu'un,
y a rien de mieux pour le trouver sans défaut, sans lacune.
Pour imaginer que son ramage se rapporte à ses plumes.
Une jolie gueule un matin,
ça donne envie de s'arrêter pour échanger trois mots sans grand intérêt,
puis se dire bon, les mots étaient de trop.
Ne pas poser de question,
ça vaut mieux pour garder sa première impression,
et que cette impression-là est belle et douce.

Ah ! Comme ce parfait inconnu semble aussi parfait qu'inconnu.
Ah ! Comme ce parfait inconnu semble parfait.

Ne pas savoir d'où il vient,
y a rien de mieux pour lui trouver le charme fou des métis.
Pour imaginer que dans ses veines coulent Oslo et Tunis.
Lui donner, ça coûte rien,
des origines insolites et rares, c'est excitant.
D'autant qu'assez vite on apprendra qu'il est de Lille ou Caen.
Ne pas poser de question,
ça vaut mieux pour garder sa première impression,
mais que cette impression-là est éphémère.

Ah ! Comme ce parfait inconnu semble aussi parfait qu'inconnu.
Ah ! Comme ce parfait inconnu semble parfait.

Ne chercher que l'incertain,
y a rien de mieux pour éviter la routine et l'ennui.
Pour imaginer que l'inconnu est ce qu'on veut de lui.
Quand on le connaît enfin,
là il devient si imparfait si chargé de défauts,
qu'il en est charmant, unique, humain, sans doute encore plus beau.
Ne pas poser de question,
ça vaut mieux pour garder sa première impression,
mais que cette impression-là est inutile.

Ah ! Comme ce parfait inconnu semble aussi parfait qu'inconnu.
Ah ! Comme ce parfait inconnu semble parfait.

Perfeito Desconhecido

Ah! Como esse perfeito desconhecido parece tão perfeito quanto desconhecido.
Ah! Como esse perfeito desconhecido parece perfeito.

Não saber nada sobre alguém,
não há nada melhor para encontrá-lo sem defeito, sem falha.
Para imaginar que seu canto se relaciona com suas penas.
Uma cara bonita de manhã,
isso dá vontade de parar para trocar três palavras sem muito interesse,
depois se dizer que, bom, as palavras foram demais.
Não fazer perguntas,
é melhor para manter a primeira impressão,
e que essa impressão é linda e suave.

Ah! Como esse perfeito desconhecido parece tão perfeito quanto desconhecido.
Ah! Como esse perfeito desconhecido parece perfeito.

Não saber de onde ele vem,
não há nada melhor para encontrar o charme louco dos mestiços.
Para imaginar que em suas veias correm Oslo e Tunis.
Dar a ele, não custa nada,
origens inusitadas e raras, é excitante.
Ainda mais que logo vamos descobrir que ele é de Lille ou Caen.
Não fazer perguntas,
é melhor para manter a primeira impressão,
más que essa impressão é efêmera.

Ah! Como esse perfeito desconhecido parece tão perfeito quanto desconhecido.
Ah! Como esse perfeito desconhecido parece perfeito.

Buscar apenas o incerto,
não há nada melhor para evitar a rotina e o tédio.
Para imaginar que o desconhecido é o que queremos dele.
Quando finalmente o conhecemos,
aí ele se torna tão imperfeito, tão cheio de defeitos,
que se torna encantador, único, humano, sem dúvida ainda mais bonito.
Não fazer perguntas,
é melhor para manter a primeira impressão,
más que essa impressão é inútil.

Ah! Como esse perfeito desconhecido parece tão perfeito quanto desconhecido.
Ah! Como esse perfeito desconhecido parece perfeito.

Composição: