
Goiabeira
Jenison
O Sol se punha, cor de laranja
Manchando as nuvens do céu
A tarde descia, o vento soprava
Levando o meu boné de papel
Os pés descalços, joelhos ralados
A rua de barro, meu chão
A voz da minha mãe me chamando
Menino, vem pra dentro, atenção
Mas antes da noite fechar o seu manto
E a Lua no céu vigiar
Havia um lugar que era quase santo
Onde a gente ia sonhar
Não era de ouro, nem de marfim
Era verde, era vida, era assim
Às vezes o dono, um senhor zangado
Gritava da sua janela moleque, desce daí, seu danado
E a gente pulava a cancela
Não era maldade, era só vontade
De ser livre como um passarinho
De ter nas mãos a felicidade
Mesmo que fosse só por um pouquinho
Hoje eu passo na rua asfaltada
O muro cresceu, virou solidão
A árvore antiga foi derrubada
Em nome da evolução
Mas fecho os olhos e sinto o cheiro
Daquele tempo verdadeiro
Oh, goiabeira (que o tempo levou)
Da casa da esquina onde o muro era baixo
Oh, goiabeira (tua sombra ficou)
No meu pensamento, no fundo do peito
O gosto azedo do verde que eu tirava
O doce da fruta madura que manchava
Era o sabor da infância
Que em mim ficou (em mim ficou)
Oh, goiabeira (que o tempo levou)
Da casa da esquina onde o muro era baixo
Oh, goiabeira (tua sombra ficou)
No meu pensamento, no fundo do peito
O gosto azedo do verde que eu tirava
O doce da fruta madura que manchava
Era o sabor da infância
Que em mim ficou (em mim ficou)
O Sol se punha, cor de laranja
Manchando as nuvens do céu
A tarde descia, o vento soprava
Levando o meu boné de papel
Os pés descalços, joelhos ralados
A rua de barro, meu chão
A voz da minha mãe me chamando
Menino, vem pra dentro, atenção
Mas antes da noite fechar o seu manto
E a Lua no céu vigiar
Havia um lugar que era quase santo
Onde a gente ia sonhar
Não era de ouro, nem de marfim
Era verde, era vida, era assim
Às vezes o dono, um senhor zangado
Gritava da sua janela moleque, desce daí, seu danado
E a gente pulava a cancela
Não era maldade, era só vontade
De ser livre como um passarinho
De ter nas mãos a felicidade
Mesmo que fosse só por um pouquinho
Hoje eu passo na rua asfaltada
O muro cresceu, virou solidão
A árvore antiga foi derrubada
Em nome da evolução
Mas fecho os olhos e sinto o cheiro
Daquele tempo verdadeiro
Oh, goiabeira (que o tempo levou)
Da casa da esquina onde o muro era baixo
Oh, goiabeira (tua sombra ficou)
No meu pensamento, no fundo do peito
O gosto azedo do verde que eu tirava
O doce da fruta madura que manchava
Era o sabor da infância
Que em mim ficou (em mim ficou)
Oh, goiabeira (que o tempo levou)
Da casa da esquina onde o muro era baixo
Oh, goiabeira (tua sombra ficou)
No meu pensamento, no fundo do peito
O gosto azedo do verde que eu tirava
O doce da fruta madura que manchava
Era o sabor da infância
Que em mim ficou (em mim ficou)



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