Caricias
Los besos que me das no tienen ya sabor,
no suena el cascabel de tu reír cordial,
comprendo que se va muriendo aquel amor
que un día me brindó tu vida tan sensual.
Dejame si es que estás cansada ya de mí,
sereno aguantará tu ausencia el corazón,
y al recordar la gloria que perdí,
no he de llorar, ¡pues soy varón!...
Las caricias pasionales de tu amor,
sin cesar sentiré,
porque dejan en mis labios el dulzor
que brinda tu boca fresca...
Las caricias de tu risa de cristal,
que me negás por ingrata,
fueron el canto de plata
de nuestro idilio nupcial...
¡Prefiere mi alma perderte,
primero que verte
tan fría y desleal!...
Si miedo me tenés, no sé guardar rencor,
andate y no llorés, te quiero ver feliz;
la herida que me hacés con este desamor,
te juro que será muy pronto cicatriz...
Inútil es llorar si muere la ilusión,
otro hombre esperará caricias de placer;
¡andate ya, brindale tu pasión,
saciá tus ansias de mujer!...
Carícias
Os beijos que me dá não têm mais sabor,
Não soa o sininho do seu riso cordial,
Compreendo que aquele amor vai se apagando
Que um dia me deu sua vida tão sensual.
Deixa eu ir se você já tá cansada de mim,
Sereno suportará sua ausência o coração,
E ao lembrar da glória que perdi,
Não vou chorar, pois sou homem!...
As carícias apaixonadas do seu amor,
Sem parar sentirei,
Porque deixam nos meus lábios o doce
Que sua boca fresca traz...
As carícias do seu riso de cristal,
Que você me nega por ingrata,
Foram o canto de prata
Do nosso idílio nupcial...
Prefiro perder minha alma,
Do que te ver
Tão fria e desleal!...
Se você tem medo de mim, não sei guardar rancor,
Vá embora e não chore, quero te ver feliz;
A ferida que você me faz com esse desamor,
Te juro que logo será cicatriz...
É inútil chorar se a ilusão morre,
Outro homem esperará carícias de prazer;
Vá logo, ofereça sua paixão,
Sacie suas ansias de mulher!...
Composição: Juan Canaro, Jesús Fernández Blanco