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A Tendência da Margem

JG Lisboa

Letra

    A tendência do mundo, a moda do país
    O sotaque do estado, a linguagem da cidade
    A cabeça em viagem, o produto do meio
    Continuo sem freio, mas parece pouco
    Fazendo rap de louco, acredito em mim
    Pois tudo o que aprendi é só o meio do produto
    A verdade num construto. A cada puta, um puto
    Eu já curti viaduto e o rap ainda em luto
    Quem me escuta, eu escuto. Uma porrada suave
    Um microfone e uma base, uma dúvida de crase
    Se por alguém ou por si, se está liberto ou refém
    Eu já compus mais de cem sem um amor que valesse
    Pois eu pensava assim: Quando amanhecesse
    Deus cuidaria de mim. E até hoje cuida
    Enquanto o mundo muda, ainda preciso de ajuda
    Ao caminhar no meio de uma vida que o iluda
    Dedicado a você que se ilude comigo
    Não demonstre amor se você não ama
    Mas só que amo todas. Só não amo igual
    Modalidades de amor naquela rima do mal
    Apreciador dos caminhos, contador das pedras
    Conector das massas, um visionário das praças
    Nas ocorrências das ruas ouvindo pac ou quest
    Fazendo o símbolo da west, só quero opiniões suas

    Ao ouvir minha linguagem reparando no sotaque
    E a minha moda em ataque é a tendência da margem

    Na ligação dos polos, querendo colos e colos
    A minha mente ao ar e os meus pés nos solos
    Se o que importa é o andar, como estou destino?
    Eu inicio uma questão e geralmente não termino
    Estou num terminal. Correndo, faço um sinal
    Uma metáfora afora ao ir embora
    Embora eu trago o mundo pra mente
    E trago a mente pra fora
    A nossa vida em painéis, o nosso nome em anéis
    A juventude em cartéis e o nosso corpo em aluguéis
    Interpretando papéis, vários roteiros cheios
    As diferenças se anulam. Vários roteiros nos meios
    E a vida imita a arte e a arte imita a vida
    Desenrolando em parte limitações de condições
    Por condições de vida
    Transformações e ações para mudar de vida
    Na recompensa devida
    Pelo o que o meio pensa, a nossa troca intensa
    Na reinvenção da crença eu fundarei minha tradição
    Quando a vontade for tensa ou a ideologia
    A minha tecnologia é caminhar. Me elogia!
    Queira a segunda via se você for duvidar
    Beira a fantasia quando o ambiente mudar


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