Historias de Angustia, Pena y Verdad
Edelmiro ya no puede
Esconderse de su sombra
Su pasado lo perturba
Su futuro no es visible
Si las botellas hablaran
Contarian mil desgracias
Edelmiro ya no puede salir
Edelmiro solo espera el fin
Anastacio vio su vida
Destruirse ante sus ojos
Se llevaron su tesoro
Le quitaron a su niña
Por las calles de la villa
Su escencia se hace humo
Anastacio ya no puede seguir
Anastacio solo espera el fin
Cuando los veas caminar por ahí
Tal vez el ángel de la vida
Bendiga nuestro temor
En este mundo ya hay bastante crueldad
No seas complice
No seas necio
Nadie busca nada en vos
Doña Marta vio a su hijo
Salir por la misma puerta
Él le dijo que volvia
Y a ella le quedo su ausencia
Hoy hay calles y posteos
Con su nombre y con su imagen
El silencio de quien debe cuidar
Los incrimina, solo saben matar
Historias de Angustia, Pena y Verdad
Ora a tu santo
Pide no vivirlas jamás
En este mundo ya hay bastante crueldad
No seas complice
No seas necio
El que sufre no sos vos
Histórias de Angústia, Dor e Verdade
Edelmiro já não consegue
Se esconder de sua sombra
Seu passado o perturba
Seu futuro não é visível
Se as garrafas falassem
Contariam mil desgraças
Edelmiro já não pode sair
Edelmiro só espera o fim
Anastácio viu sua vida
Destruir-se diante de seus olhos
Levaram seu tesouro
Tiraram sua menina
Pelas ruas da vila
Sua essência se transforma em fumaça
Anastácio já não pode continuar
Anastácio só espera o fim
Quando os ver andar por aí
Talvez o anjo da vida
Bendiga nosso temor
Neste mundo já há crueldade demais
Não seja cúmplice
Não seja teimoso
Ninguém busca nada em você
Dona Marta viu seu filho
Sair pela mesma porta
Ele disse que voltava
E a ela ficou sua ausência
Hoje há ruas e postes
Com seu nome e sua imagem
O silêncio de quem deve cuidar
Os incrimina, só sabem matar
Histórias de Angústia, Dor e Verdade
Reze para seu santo
Peça para não vivê-las jamais
Neste mundo já há crueldade demais
Não seja cúmplice
Não seja teimoso
Quem sofre não é você
Composição: Jg, Joce Con C