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Apetite Sem Fim

Jim Steinman

Endless Apetite

Forgive me Father
for I will sin
over and over again
Sins without end
Amen
And can there be anything as incandescently sad
as those most tragical times when good vampires go bad?
So many victims washing on the shore
An ocean of pure tears
So many pleas for mercy
Howls of pain
Intoxicating fears
I used my body just like a bandage
I used her body just like a wound
I used HIS body just like a wound
And I never know where they all disappeared
but I can see them
rising up out of my memories now
Just like they're demons rising up from a tomb!
God has left the building!

Well alright,
no stars tonight
The moon must hide
can't bear to see my face
So many moons have passed
So many suns gone down
Too much blood under the bridge
Too many worlds turned upside down

The skies were pure and the fields were green
The fading summer, sixteen-seventeen
The first time I ever drew blood
She was such a beautiful and innocent child
She never knew my soul was cursed for good
I fought to overcome my thirst I thought I could
But when I kissed her lips then I had no control
And the furies all ran wild

And when I grasped for life
I always killed the things for which I yearned
I wish to be a flame and reduce to ashes
But I have never burned
I long to fly in total freedom
and yet these chains keep dragging me down
I want to be an angel or the devil himself
But I am nothing but a creature longing for things I can't have

And this split goes through my very soul
It's a wound that never mends
Our desires are elusive
And the hunger never ends
When the world has drawn it's final breath
and extinguished all the lights
There'll be nothing left
but a lifeless wasteland and an endless appetite
Nothing left but a soundless heartbeat and a ruthless appetite

The preacher's daughter let me in her room
In seventeen thirty-two, to love me was her doom
With her silken blood I wrote a poem of love
Upon her ivory skin
And the bashful page of Napoleon the Great
In eighteen hundred thirteen he stood at the gate
When I recall his body I can't help but think
To consume him was a sin
So many victims washing on the shores
an ocean of pure tears
So many pleas for mercy, howls of pain
Intoxicating fears
I used my body just like a bandage
I used their bodies just like a wound
And I'll never know where they disappeared
But I can see them rising up out my memories now
Just like the demons rising up from a tomb!

And there is no way ever to apologize,
repent or make amends
No release and no redemption
The hunger never ends

There are those who believe in science
And those who believe in art
There are those who believe in power and wealth
Or love and matters of the heart
There are those who believe in various gods
In nations, and knowledge
In hell and in heaven
The powers of darkness
The assumption of the light
But I believe in just one god
That of endless and insatiable
Immoral and destructible
And all consuming appetite

There is a prediction that I now will make
And I'm sure it will be right:
When the next millennium finally comes
The god most worshiped in this world
Will be the god of appetite

Apetite Sem Fim

Perdoa-me, Pai
pois eu vou pecar
repetidamente
Pecados sem fim
Amém
E pode haver algo tão incandescentemente triste
quanto aqueles tempos trágicos quando bons vampiros se tornam maus?
Tantas vítimas lavando na praia
Um oceano de lágrimas puras
Tantos apelos por misericórdia
Uivos de dor
Medos intoxicantes
Usei meu corpo como um curativo
Usei o corpo dela como uma ferida
Usei o corpo DELE como uma ferida
E nunca sei onde todos eles desapareceram
mas eu posso vê-los
surgindo das minhas memórias agora
Como se fossem demônios saindo de um túmulo!
Deus deixou o prédio!

Bom, tudo bem,
não há estrelas esta noite
A lua deve se esconder
não consegue suportar ver meu rosto
Tantas luas se passaram
Tantos sóis se apagaram
Sangue demais sob a ponte
Mundos demais virados de cabeça para baixo

Os céus eram puros e os campos eram verdes
O verão se apagando, dezesseis-dezessete
A primeira vez que eu derramei sangue
Ela era uma criança tão linda e inocente
Ela nunca soube que minha alma estava amaldiçoada para sempre
Lutei para superar minha sede, pensei que conseguiria
Mas quando beijei seus lábios, então não tive controle
E as fúrias correram soltas

E quando eu me agarrei à vida
Eu sempre matei as coisas que eu desejava
Eu gostaria de ser uma chama e reduzir a cinzas
Mas eu nunca queimei
Anseio por voar em total liberdade
e ainda assim essas correntes continuam me arrastando
Quero ser um anjo ou o próprio diabo
Mas sou nada além de uma criatura desejando coisas que não posso ter

E essa divisão atravessa minha própria alma
É uma ferida que nunca cicatriza
Nossos desejos são ilusórios
E a fome nunca acaba
Quando o mundo der seu último suspiro
e extinguir todas as luzes
Não sobrará nada
exceto um deserto sem vida e um apetite sem fim
Nada além de um coração sem som e um apetite implacável

A filha do pregador me deixou entrar em seu quarto
Em mil setecentos e trinta e dois, amar-me foi sua perdição
Com seu sangue sedoso escrevi um poema de amor
Sobre sua pele de marfim
E a tímida página de Napoleão, o Grande
Em mil oitocentos e treze, ele estava no portão
Quando me lembro de seu corpo, não posso deixar de pensar
Consumir ele foi um pecado
Tantas vítimas lavando nas praias
um oceano de lágrimas puras
Tantos apelos por misericórdia, uivos de dor
Medos intoxicantes
Usei meu corpo como um curativo
Usei os corpos deles como uma ferida
E nunca saberei onde eles desapareceram
Mas posso vê-los surgindo das minhas memórias agora
Como os demônios saindo de um túmulo!

E não há como se desculpar,
se arrepender ou fazer as pazes
Sem libertação e sem redenção
A fome nunca acaba

Há aqueles que acreditam na ciência
E aqueles que acreditam na arte
Há aqueles que acreditam no poder e na riqueza
Ou no amor e nas questões do coração
Há aqueles que acreditam em vários deuses
Em nações e conhecimento
No inferno e no céu
Os poderes das trevas
A suposição da luz
Mas eu acredito em apenas um deus
Aquele do apetite sem fim e insaciável
Imoral e indestrutível
E de um apetite que consome tudo

Há uma previsão que agora farei
E tenho certeza de que estará certa:
Quando o próximo milênio finalmente chegar
O deus mais adorado neste mundo
Será o deus do apetite.

Composição: