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A Cidade dos Mortos

Joaco Burgos

La Ciudad de Los Muertos

La ciudad es de los muertos
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie más

No llega el momento
Queda en el intento
Porque nunca puedo escapar
No te pasa el tiempo
Ya no sé si es viento
Eso que me quiere soplar

Es la incertidumbre, solo quiero luz que alumbre este mal
Cuento los segundos, solo cuentos que no quiero contar

Porque la ciudad es de los muertos
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie más
La ciudad es de los muertos
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie más

Dicen que soy un volado sin un rumbo
Pero no quieren escuchar
Sus noches son frías, viven de lotería
Pero no la pueden ganar

Lejos veo un tren que está pasando por el mismo lugar
Solo miento, intento no andar lento y poder escapar

De esta vida confusa, irme a algún lugar con vos
A pasar tiempo sin dolor
Quiero salir para saber lo que
Se siente ver el cielo lejos
De nuestro alcance y poder
Pero que importa no poder tocarlo
Si lo puedo soñar bien

La ciudad es de los muertos
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie más
La ciudad es de los muertos
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie más
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie
No es de vivos, no es de locos, no es de nadie más

A Cidade dos Mortos

A cidade é dos mortos
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de mais ninguém

O momento não chega
Fica na tentativa
Porque nunca consigo escapar
O tempo não passa por você
Já não sei se é vento
Isso que quer me soprar

É a incerteza, só quero luz que ilumine esse mal
Conto os segundos, só contos que não quero contar

Porque a cidade é dos mortos
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de mais ninguém
A cidade é dos mortos
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de mais ninguém

Dizem que sou um vagabundo sem rumo
Mas não querem ouvir
Suas noites são frias, vivem de loteria
Mas não conseguem ganhar

Ao longe vejo um trem passando pelo mesmo lugar
Só minto, tento não andar devagar e poder escapar

Desta vida confusa, ir para algum lugar com você
Passar o tempo sem dor
Quero sair para saber o que
Se sente ao ver o céu distante
Do nosso alcance e poder
Mas o que importa não poder tocá-lo
Se posso sonhá-lo bem

A cidade é dos mortos
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de mais ninguém
A cidade é dos mortos
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de mais ninguém
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de ninguém
Não é dos vivos, não é dos loucos, não é de mais ninguém

Composição: Joaco Burgos