Tradução gerada automaticamente

El Drapaire
Joan Manuel Serrat
El Drapaire
Sempre de matí fes sol o plogués, malgrat el fred o la boira, de carrer en carrer, sentíem cridar: «Dones, que arriba el drapaire» Com cada matí, et vèiem venir... Duies un sac a l'esquena, un puro apagat, un 'trajo' estripat, la boina i les espardenyes. Sempre venies seguit per un ramat de canalla. Eres tota una atracció. Tu, el teu sac i la cançó... Sóc el drapaire, compro ampolles i papers, compro draps i roba bruta, paraigües i mobles vells... Sóc el drapaire, i els marrecs anaven cantant. «Ja m'esteu empipant massa. No us ha dit la vostra mare que jo sóc l'home del sac?» I així fins la nit, de carrer en carrer, i de taverna en taverna. Amb els teus papers i el cos ple de vi tornaràs a casa teva. I tornes feliç, car tot ho has comprat: el peix, el vi i una espelma. I un bocí d'amor, que et deu haver dat qualsevol donota vella. Mai no tens temps per a pensar. A dormir. Bufa l'espelma.
I l'endemà, a voltar el món, tu, el teu sac i la cançó... Sóc el drapaire, compro ampolles i papers, compro draps i roba bruta, paraigües i mobles vells... Sóc el drapaire, i els nens segueixen cantant. «Ja m'esteu empipant massa. No us ha dit la vostra mare que jo soc l'home del sac?»
O Catador
Sempre de manhã faz sol ou chove, apesar do frio ou da neblina,
de rua em rua, ouvíamos gritar: «Mulheres, tá chegando o catador»
Com cada manhã, te víamos chegar...
Trazia um saco nas costas, um charuto apagado, um 'terno' rasgado,
a boina e as alpargatas.
Sempre vinha seguido por um bando de crianças.
Você era toda uma atração.
Você, seu saco e a canção...
Sou o catador, compro garrafas e papéis,
compro trapos e roupa suja, guarda-chuvas e móveis velhos...
Sou o catador, e as crianças iam cantando.
«Já tô ficando de saco cheio. Não disse a mãe de vocês que eu sou o homem do saco?»
E assim até a noite, de rua em rua,
e de taverna em taverna.
Com seus papéis e o corpo cheio de vinho, você voltará pra casa.
E volta feliz, porque comprou tudo:
o peixe, o vinho e uma vela.
E um pedaço de amor, que deve ter vindo de alguma mulher velha.
Nunca tem tempo pra pensar.
A dormir.
Apaga a vela.
E no dia seguinte, a rodar o mundo,
você, seu saco e a canção...
Sou o catador, compro garrafas e papéis,
compro trapos e roupa suja, guarda-chuvas e móveis velhos...
Sou o catador, e as crianças continuam cantando.
«Já tô ficando de saco cheio. Não disse a mãe de vocês que eu sou o homem do saco?»



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