Barrio Viejo
Un barrio viejo, un bar de mala muerte
Quiso la suerte que yo estuviera ahí
Por este humilde oficio de cancionero
Y hoy contarles quiero lo que ahí viví
Bajó una dama de un coche muy lujoso
Porte orgulloso, vestía toda de gris
Abrióse paso entre la ebria clientela
Y gritó, sin cautela, a un borracho infeliz
Yo te amé como a nadie
Yo te quise de veras
Yo te amé como a nadie
Como a nadie he querido
Como a nadie he de amar
Yo te amé como a nadie
Siempre fuiste mi sol
Hiere más que una daga
Ver que hoy mi sol se apaga
Entre copas de licor
Yo te amé como a nadie
Guardé silencio, lo mismo hizo la gente
Y, de repente, el borracho reaccionó
Sacó coraje y fuerza de su pasado
Llorando, trastornado, a la dama contestó
Yo
Yo te amé como a nadie
Yo te quise de veras
Yo te amé como a nadie
Como a nadie he querido
Como a nadie he de amar
Yo te amé como a nadie
Quería hacerte feliz
Hoy me mata una cosa
No querías ser mi esposa
Quisiste ser actriz
Yo te amé como a nadie
Velho Bairro
Um bairro velho, um bar de quinta
A sorte quis que eu estivesse ali
Por esse humilde trabalho de cantor
E hoje quero contar o que vivi ali
Desceu uma dama de um carro luxuoso
Com um porte orgulhoso, vestida toda de cinza
Abriu caminho entre a clientela bêbada
E gritou, sem medo, para um bêbado infeliz
Eu te amei como a ninguém
Eu te quis de verdade
Eu te amei como a ninguém
Como a ninguém eu amei
Como a ninguém eu vou amar
Eu te amei como a ninguém
Sempre foste meu sol
Dói mais que uma faca
Ver que hoje meu sol se apaga
Entre copos de licor
Eu te amei como a ninguém
Guardei silêncio, a mesma coisa fez a galera
E, de repente, o bêbado reagiu
Tirou coragem e força do seu passado
Chorando, transtornado, respondeu à dama
Eu
Eu te amei como a ninguém
Eu te quis de verdade
Eu te amei como a ninguém
Como a ninguém eu amei
Como a ninguém eu vou amar
Eu te amei como a ninguém
Queria te fazer feliz
Hoje me mata uma coisa
Não querias ser minha esposa
Quiseste ser atriz
Eu te amei como a ninguém