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Beijos Peregrinos

Joan Sebastian

Besos Peregrinos

Quería que fueran tus ojos
La luz de mis despertares
Y ahora vivo en tinieblas
Con un bastón de pesares

También quería que a tu sueño
No le pasara ni un mosco
Soñabas con otro dueño
Qué pena, hoy lo reconozco

Hay penas que son eternas
Ya se hizo eterna la mía
Me está, me está pesando la vida
Con tanta melancolía

No le reprocho a tu engaño
Ni le reprocho a tu olvido
Le reprocho a tu veneno
Que matarme no ha podido

Quería que fueras señora
Tú no naciste para eso
Tus besos son peregrinos
Te comprendo, aunque confieso

Que, a veces, perdiendo el piso
He maldecido tu nombre
Y he lavado mis heridas
Con dos, tres lágrimas de hombre

Hay penas que son eternas
Ya se hizo eterna la mía
Me está, me está pesando la vida
Con tanta melancolía

No le reprocho a tu engaño
Ni le reprocho a tu olvido
Le reprocho a tu veneno
Que matarme no ha podido

Beijos Peregrinos

Queria que fossem teus olhos
A luz dos meus despertares
E agora vivo em trevas
Com uma bengala de pesares

Também queria que ao teu sonho
Não chegasse nem um mosquito
Sonhavas com outro dono
Que pena, hoje eu reconheço

Há dores que são eternas
Já se tornou eterna a minha
A vida tá, tá pesando pra mim
Com tanta melancolia

Não culpo teu engano
Nem culpo teu esquecimento
Culpo teu veneno
Que não conseguiu me matar

Queria que fosses senhora
Mas você não nasceu pra isso
Teus beijos são peregrinos
Te entendo, embora confesse

Que, às vezes, perdendo o chão
Eu amaldiçoei teu nome
E lavei minhas feridas
Com duas, três lágrimas de homem

Há dores que são eternas
Já se tornou eterna a minha
A vida tá, tá pesando pra mim
Com tanta melancolia

Não culpo teu engano
Nem culpo teu esquecimento
Culpo teu veneno
Que não conseguiu me matar

Composição: Joan Sebastían