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Milonga Pra Uma Revolução

João Chagas Leite

Letra

    Emergem gritos latentes e lanças armam carreiras
    Os ideiais se desfraldam no aceno das bandeiras
    Na mão de campo e arado a adaga que vai e volta
    Em coloradas vertentes a terra espelha revoltas.

    Há remendos e farrapos sobre as vestes combatentes
    Pelo aço das espadas o sangue se faz semente
    Viram-se as folhas do tempo no diário das vitorias
    A justiça estende os braços e abre as portas da história.

    Mas hoje ainda sabemos que vem cobrar seus abonos
    As mãos cestrais que nos regem pelas pautas do abandono
    Sobre estradas e campinas e nas ruas da cidade
    Nos revisita na alma um sonho de liberdade.


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