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Carreteiro do Rio Grande

João de Almeida Neto

Letra

    A Lua cheia no céu
    E uma viola chorando
    Com as estrelas no infinito
    Parece estar conversando

    Uma carreta toldada
    E um pingo pastando perto
    As chamas das labaredas
    Dançando ao som do concerto

    E com um pé sobre o outro
    Ali, perto do borralho
    Sovando as cordas do pinho
    Como cartas de baralho

    Seu pala negro franjado
    Bigode e melena grande
    Bombeando o negro da noite
    Contemplando o Rio Grande

    Se estende sobre os pelegos
    Refletindo sua jornada
    Pendurada na carreta
    Descansa sua guiada

    Ao clarear de um novo dia
    Montando um cavalo mouro
    Levantando acampamento
    Naquela sombra de touro

    Sentindo o peso do jugo
    Vão quatro juntas de boi
    Ao tranco do pingo mouro
    Estrada afora se foi

    Comandando os bois da ponta
    Com a guiada de taquara
    Em cantigas solitárias
    Sumindo horizonte afora

    Carreteiro do Rio Grande
    Quanta saudade me dá
    De ouvir o assobio campeiro
    Quando te via passar

    Composição: Carlos Gavião / João De Almeida Neto / Jorge Gavião. Essa informação está errada? Nos avise.

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