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Corredor, Estância Grande

João Marcos Kelbouscas

Letra

    Estância velha graúda, de tantos, foste cruzada
    Sem ter porteira cadeada e nunca negaste um pouso
    Com vários tipos de toso, várias marcas e tropilhas
    Onde apeia e desencilha até o mais perigoso

    Estância grande de tantos que, sem saber, são teu' dono'
    Atirada ao abandono, criando amone e macega
    Faz pastoreio, não nega, faça seca ou tenha geada
    Dos pobres, é a invernada que larga e, pra sorte, entrega

    Corredor, estância grande
    Que é minha, é tua e é nossa
    Sem imposto ou documento
    Sem placa, igual à carroça
    Lindeira com outras tantas
    Que usufruto de quem possa

    Estância onde tem de tudo, cerros, várzeas e coxilhas
    E a sombra das coronilhas é o galpão da peonada
    Estância de boa aguada, faz cerca, às vez', em pedaço
    Onde a mangueira é um laço junto a uma cincha apertada

    Sem patrão, sem empregado, sem sede, luxo ou riqueza
    Somente a mãe natureza que mantém pasto plantado
    O campo sempre plantado, dando renda a tantos pobres
    Que passam catando os cobres, tropeando, criando gado

    Corredor, estância grande
    Que é minha, é tua e é nossa
    Sem imposto ou documento
    Sem placa, igual à carroça
    Lindeira com outras tantas
    Que usufruto de quem possa


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