Gaúcho Por Vocação
João Ricardo Diedrich
Mal desponta o Sol no horizonte
Clareando em tiras, pelas frestas do galpão
Dou de mão no porongo velho
Recostado em parceria na volta do fogão
Sorvo com gosto o melhor mate
Cevado com carinho, pelas mãos da prenda, dona do meu coração
Assim sou eu
Nasci campeiro e não tem o luxo
Sou grato a Deus por tudo que tenho
Prenda, pingo, cusco e o rancho
Nessa vida de gaúcho
A lida no campo começa cedo
Não importa o tempo, de Sol, frio, chuva ou calor
Meu baio, faceiro, me espera
Na volta o cusco amadrinhador
Em cima da encilha e na melhor parceria
Do reponte do gado ao repasse da cerca que estourou
Assim sou eu
Nasci campeiro e não tem o luxo
Sou grato a Deus por tudo que tenho
Prenda, pingo, cusco e o rancho
Nessa vida de gaúcho
No fim da tarde, de lombo sovado
Rumando o rancho, satisfeito da lida que se esvai
Eu, o pingo e o cusco ao meu lado
No passo de quem sabe de onde veio e pra'ronde vai
E lá se vão os três companheiros
De volta ao rancho, com as bênçãos do pai
Assim sou eu
Nasci campeiro e não tem o luxo
Sou grato a Deus por tudo que tenho
Prenda, pingo, cusco e o rancho
Nessa vida de gaúcho
Se domingo tem rodeio ou carreira
De pronto vou avisando pros que não tem a informação
Só apareço no alvoroço, depois da reza e oração
Porque sei bem que sem a bênção do patrão do céu
Nem o mais valente dos gaudérios, vive bem, com paz no coração
Assim sou eu
Nasci campeiro e não tem o luxo
Sou grato a Deus por tudo que tenho
Prenda, pingo, cusco e o rancho
Nessa vida de gaúcho



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