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Não Deixe a Virgem

Joaquín Sabina

No Permita La Virgen

No permita la virgen que tengas poder
Sobre lágrimas, egos, haciendas
Cuando labio sin ánima quieran querer-
Te al contado liquida la tienda

No te pases un pelo de listo, no invier-
Tas en cristos, no te hagas el tonto
Las hogueras a primera vista cuché
De revista, se apagan bien pronto

El caballo de Atila no sabe trotar
Sin hollar azulejos silvestres
Los vencejos con ánimo de molestar
Coleccionan estatuas ecuestres

Cosas de quita y pon
Mariposas de sangre marrón
Carnavales en los arrabales
De mi corazón

La belleza es un rabo de nube
Que sube de dos en dos las escaleras
Un carné exclusivo de socio
Del pingüe negocio de la primavera

Un barril de cerveza que mata de sed
Un melón con pezón de sandía
Un espía enemigo, un contigo al revés
Un ombligo de bisutería

Cosas de quita y pon
Mariposas de sangre marrón
No me quieras querer
No me quieras matar, corazón

Cosas de quita y pon
Mariposas de sangre marrón
Cardenales en los funerales
De mi corazón

No permita la virgen que tengas poder

Não Deixe a Virgem

Não deixe a virgem que você tenha poder
Sobre lágrimas, egos, propriedades
Quando lábios sem alma quiserem querer-
Te pagam à vista, liquidam a loja

Não se passe de esperto, não invista-
Em cristo, não faça de bobo
As fogueiras à primeira vista, tipo
Revista, se apagam bem rápido

O cavalo de Atila não sabe trotar
Sem pisar em azulejos silvestres
Os andorinhões com ânimo de incomodar
Colecionam estátuas equestres

Coisas de tira e põe
Borboletas de sangue marrom
Carnavais nos subúrbios
Do meu coração

A beleza é um rabo de nuvem
Que sobe de dois em dois as escadas
Um cartão exclusivo de sócio
Do lucrativo negócio da primavera

Um barril de cerveja que mata de sede
Um melão com bico de melancia
Um espião inimigo, um contigo ao contrário
Um umbigo de bijuteria

Coisas de tira e põe
Borboletas de sangue marrom
Não me queira querer
Não me queira matar, coração

Coisas de tira e põe
Borboletas de sangue marrom
Morcegos nos funerais
Do meu coração

Não deixe a virgem que você tenha poder

Composição: Joaquín Sabina