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Mentira

Joaquín Sabina

Embustera

Siempre voy a tenerte que agradecer
Que haya sido conmigo tan
Embustera
Y me hayas enseñado lo que es
Querer
Bailar mientras rodamos por la
Escalera

Has despejado mis dudas
Y has logrado que aprendiese
A ser un perfecto Judas
Desde la jota a la ese

Contigo que comprendido que la
Humedad
Es algo que se seca y se olvida
Gracias a ti he sabido que la verdad
Es solo un cabo suelto de la mentira

Por eso sé que perderte
No era quedarse sin nada
La muerte es solo la suerte
Con una letra cambiada

Embustera
Tu corazón
Es una cremallera
De Christian Dior
Blanqueas emociones
Traficas con botones
Pierdes con mi perdición

Dormir contigo es repetir francés en
Una facultad
Donde un Miró parece una esquela
Y enseñan cuánto mide la oscuridad
Sumando pesadillas y duermevelas

Hoy llamo a las rosas pan
Y al vinagre desatino
Las mujeres que se van
Se quedan en el camino

Por mucho que me duela, debo
Admitir
Que otras me ven sin ropa y tú
Desnudo

Será mucho mejor, si pretendo huir
Cortar la cuerda, deshacer el nudo

Ya no juego en tu tablero
He roto nuestra baraja
Solo diré que te quiero
Si es a punta de navaja

Dormir contigo es repetir francés en
Una facultad
Donde un Miró parece una esquela
Y enseñan cuánto mide la oscuridad
Sumando pesadillas y duermevelas

Mentira

Sempre vou ter que te agradecer
Por ter sido tão
Mentira
E me ter ensinado o que é
Amar
Dançar enquanto rolamos pela
Escada

Você esclareceu minhas dúvidas
E conseguiu que eu aprendesse
A ser um perfeito Judas
Do A ao Z

Com você, entendi que a
Umidade
É algo que seca e se esquece
Graças a você, soube que a verdade
É só um fio solto da mentira

Por isso sei que te perder
Não era ficar sem nada
A morte é só a sorte
Com uma letra trocada

Mentira
Teu coração
É um zíper
Da Christian Dior
Branqueia emoções
Tráfico de botões
Perde com minha perdição

Dormir contigo é repetir francês em
Uma faculdade
Onde um Miró parece um obituário
E ensinam quanto mede a escuridão
Somando pesadelos e insônias

Hoje chamo as rosas de pão
E o vinagre de desatino
As mulheres que vão
Ficam pelo caminho

Por mais que me doa, devo
Admitir
Que outras me veem sem roupa e você
Nu

Vai ser muito melhor, se eu tentar fugir
Cortar a corda, desfazer o nó

Já não jogo no seu tabuleiro
Rasguei nosso baralho
Só direi que te amo
Se for na ponta da faca

Dormir contigo é repetir francês em
Uma faculdade
Onde um Miró parece um obituário
E ensinam quanto mede a escuridão
Somando pesadelos e insônias

Composição: Benjamin Prado / Joaquín Sabina