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Com o Que Isso Dói

Joaquín Sabina

Con Lo Que Eso Duele

Bay-bay, se acabó el recreo
El son de tu pay pay vacuna mi deseo
Me consta que no fui, rubia, tu debut
Dímelo todo sin decir ni mú
Asesina, sister morfina
El para siempre es un bluff en horas de oficina
Desde que no te miro veo amanecer
Date el piro y que te folle un pez
La pasión es una ruina

Nones, porque no quiero
Que tus pezones me requisen las despedidas de soltero
Ni que me pisen por segunda vez
Con daños a terceros, señor juez
Mantis religiosa, pantys gaseosa
Botas con media suela rota a fin de mes
Las vecinas se han sentado a ver
Cómo agoniza el del noveno b
Entre vírgenes milagrosas

Qué quieres saber de tu prima
La próxima vez le salto encima
Dónde va a parar si en vez de ayunar
Me come una lima

Naufragué
En las rayas amarillas de los papeles
Como un buen pelele
Me cansé
Del trajín de los caínes y los abeles
Con lo que eso duele
Mire usted

Conejito, no me presiones
Maldito móvil tanto ring ring tocando los cojones
Te lo repito por tercera vez
No me apuntes con el almirez
Que abogado tan fino y mal pagado
Si quieres firmo tablas en el ajedrez
Tienes que aprender a decir adiós
La mejor distancia es la mayor
Cuando un taxi es una ambulancia

Qué quieres saber de tu prima
Primero debajo luego encima encima
Dónde va a parar si en vez de ayunar
Me come una lima

Derrapé
En las noches duermevela de los moteles
Pagando aranceles
Me cansé
Del run run de los palmeros y los caireles
Con lo que eso duele

Y después de ti Luna y lunares
La vuelta al calcetín, las sábanas impares
La baba de las putas sin pedigri
La cicuta de los bares

Me manché
Con las arias legionarias de los cuarteles
Como un buen pelele
Me cansé
Del trajín de los caínes y los abeles
Con lo que eso duele
Madmuasel

Tanto por hacer
Me cansé
Del budismo zen de la tele
De los desamores que huelen

Com o Que Isso Dói

Bay-bay, acabou o recreio
O som do seu pay pay vacina meu desejo
Eu sei que não fui, loira, seu debut
Me conta tudo sem dizer nem mú
Assassina, irmã morfina
O para sempre é uma ilusão em horas de trabalho
Desde que não te vejo, vejo amanhecer
Dá o fora e que um peixe te pegue
A paixão é uma ruína

Nones, porque não quero
Que seus mamilos me sequestram as despedidas de solteiro
Nem que me pisem pela segunda vez
Com danos a terceiros, senhor juiz
Mantis religiosa, calcinhas gaseosas
Botas com meia sola rasgada no fim do mês
As vizinhas se sentaram pra ver
Como agoniza o do nono andar
Entre virgens milagrosas

O que você quer saber da sua prima
Na próxima vez eu pulo em cima
Onde vai parar se em vez de jejuar
Me come uma lima

Naufraguei
Nas linhas amarelas dos papéis
Como um bom idiota
Me cansei
Do vai e vem dos caínes e dos abeles
Com o que isso dói
Olha você

Coelhinho, não me pressione
Maldito celular, tanto ring ring enchendo o saco
Te repito pela terceira vez
Não me aponte com o almirez
Que advogado tão fino e mal pago
Se quiser, assino um empate no xadrez
Você tem que aprender a dizer adeus
A melhor distância é a maior
Quando um táxi é uma ambulância

O que você quer saber da sua prima
Primeiro embaixo, depois em cima, em cima
Onde vai parar se em vez de jejuar
Me come uma lima

Derrapei
Nas noites de insônia dos motéis
Pagando taxas
Me cansei
Do burburinho dos palmeiros e dos caireles
Com o que isso dói

E depois de você, Lua e lunares
A volta ao calcetim, os lençóis ímpares
A baba das putas sem pedigree
A cicuta dos bares

Me sujei
Com as árias legionárias dos quartéis
Como um bom idiota
Me cansei
Do vai e vem dos caínes e dos abeles
Com o que isso dói
Madmuasel

Tanto pra fazer
Me cansei
Do budismo zen da TV
Dos desamores que cheiram

Composição: Jaime Asua