Resumiendo
Resumiendo, que tengo un cajón de la firma pandora
Treinta y siete chansons, c'est a diré, una y media por hora
Sin contar los sonetos, las coplas, los epistolarios
Los tinteros borrachos de tinta que ordeño a diario
Nos tocaba crecer y crecimos, vaya si crecimos
Cada vez con más dudas, más viejos, más sabios, más primos
Pero todo se acaba, ya es hora de decirte ciao
Me ha citado la Luna en corrientes esquina callao
Resumiendo
Sabes dónde estoy
Resumiendo
Si me llamas voy
Resumiendo
No me hagas hablar
Resumiendo, esto no es un arreglo floral por tu santo
Solo sombras que en noches de insomnio me alfombran el canto
Sobre nuestras cabezas silbaban calumnias, payolas
Mano a mano las fuimos driblando a puertita gayola
Hace siglos que quiero enviarte palomas de humo
Antes de que carcoma el invierno la culpa que asumo
Ten a bien recibir de mi parte un abrazo de amigo
Cuando estalle la guerra estaré en la trinchera contigo
Resumiendo
Sin voto y sin voz
Resumiendo
Que se pasa el arroz
Resumiendo
Dos bises y amén
Resumiendo que tengo un cajón de la firma pandora
Resumiendo
Que te tengo ley
Resumiendo
Y nos dieron las seis
Resumiendo
Sin exagerar
Una noche te vimos con tola bajar la escalera
Yo rompía una copa y javier destrozaba la hoguera
Resumiendo
Que me grita el escenario ven
Resumiendo
Pido un empujón, no te das cuen
Resumiendo
Que vomito con la televisión
Resumiendo
Me hace falta un polvo un buen rock and roll
Resumiendo
Nos veremos cuando se ponga el Sol
Resumindo
Resumindo, que eu tenho um baú da Pandora
Trinta e sete canções, ou seja, uma e meia por hora
Sem contar os sonetos, as coplas, os epistolários
Os tinteiros bêbados de tinta que eu ordenho todo dia
Nos tocava crescer e crescemos, como crescemos
Cada vez com mais dúvidas, mais velhos, mais sábios, mais primos
Mas tudo tem um fim, já é hora de te dizer tchau
A Lua me chamou na esquina da Corrente, calado
Resumindo
Sabe onde estou
Resumindo
Se me chamar, eu vou
Resumindo
Não me faça falar
Resumindo, isso não é um arranjo floral pro seu santo
Só sombras que em noites de insônia me enfeitam o canto
Sobre nossas cabeças assobiavam calúnias, fofocas
Um a um, fomos driblando pra porta gayola
Faz séculos que quero te mandar pombas de fumaça
Antes que o inverno corroa a culpa que eu abraço
Tenha a bondade de receber de mim um abraço de amigo
Quando a guerra estourar, estarei na trincheira contigo
Resumindo
Sem voto e sem voz
Resumindo
Que o arroz tá passando
Resumindo
Dois bis e amém
Resumindo que eu tenho um baú da Pandora
Resumindo
Que eu te tenho na lei
Resumindo
E já são seis horas
Resumindo
Sem exagerar
Uma noite te vimos com a tola descendo a escada
Eu quebrei uma taça e o Javier destruía a fogueira
Resumindo
Que o palco me grita, vem
Resumindo
Peço um empurrão, não se dá conta
Resumindo
Que eu vomito com a televisão
Resumindo
Tô precisando de um sexo, um bom rock and roll
Resumindo
Nos veremos quando o Sol se pôr
Composição: Antonio Garcia de Diego / Pancho Varona