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Mônica

Joaquín Sabina

Mónica

Mira, mónica, ya estoy harto
De tu maldita indecisión
Vivo al borde del infarto
Martes sí, miércoles no
Jueves quién sabe
Por ti quemé mis naves y algo más
Malvendí mi alma a satanás
A cambio de la llave de tu intimidad

Mira, mónica, ten en cuenta
Si se presenta la ocasión
Que en la frontera de los treinta
Quema menos el amor
Pero aún calienta

De noche nunca cierres tu balcón
Puede que se anime algún ladrón
A desvalijarte un poco el corazón

No me digas tal vez, quizás, puede que, mañana
Que de tanto esperarte van a salirme canas
No me tengas muerto de sed, no seas inhumana

Deja, mónica ya esa historia
De mi mentira y tu verdad
No me cuentes tus memorias
Que no las voy a comprar
Basta de copas
Y de palabras vueltas del revés
¿No ves que ya empieza a amanecer?
Anda, quítate la ropa de una vez

No me digas tal vez, quizás, puede que, mañana
Que de tanto esperarte van a salirme canas
No me tengas muerto de sed, no seas inhumana

Mônica

Olha, Mônica, já tô cansado
Da sua maldita indecisão
Vivo à beira de um infarto
Terça sim, quarta não
Quinta quem sabe
Por você queimei minhas pontes e mais um pouco
Vendi minha alma pro capeta
Em troca da chave da sua intimidade

Olha, Mônica, leva em conta
Se surgir a oportunidade
Que na fronteira dos trinta
O amor queima menos
Mas ainda esquenta

À noite nunca feche sua janela
Pode ser que algum ladrão se anime
A roubar um pouco do seu coração

Não me diga talvez, quem sabe, pode ser, amanhã
Que de tanto te esperar vão me sair cabelos brancos
Não me deixe morrendo de sede, não seja desumana

Deixa, Mônica, já dessa história
Da minha mentira e da sua verdade
Não me conte suas memórias
Que não vou comprar
Chega de copos
E de palavras tortas
Não vê que já tá amanhecendo?
Vai, tira essa roupa de uma vez

Não me diga talvez, quem sabe, pode ser, amanhã
Que de tanto te esperar vão me sair cabelos brancos
Não me deixe morrendo de sede, não seja desumana

Composição: