Tradução gerada automaticamente

Autorretrato
Joaquín Sabina
Autorretrato
Autorretrato
Senhoras e senhores, eu nasci entre a serraSeñoras y señores, yo nací entre la sierra
De Mágina e Cazorla, sobre a doce terraDe Mágina y Cazorla, sobre la dulce tierra
De oliveiras que banha o rio GuadalquivirDe olivares que baña el río Guadalquivir
E eu joguei pedras em pássaros, colhi azeitonasY he apedreado pájaros, vareado aceitunas
Fiquei de olho nas garotas nas noites de luaRondado a las muchachas en las noches de Luna
E escondido atrás da barba meu rosto de infelizY oculto tras la barba mi cara de infeliz
Por herança me deram uns anos impurosPor herencia me dieron unos años impuros
Um presente precário, um futuro incertoUn precario presente, un incierto futuro
E algum passado bonito que gosto de recordarY algún pasado hermoso que gusto recordar
Uma voz mediana, um gato, uma guitarraUna voz medianeja, un gato, una guitarra
Uma ausência de porto onde ancorar minhas amarrasUna ausencia de puerto donde echar mis amarras
Um pai policial e um irmão socialUn padre policía y un hermano social
Quando soube do fruto proibidoCuando supe del árbol de la fruta prohibida
Amei cada sorriso, cada pele, cada feridaAmé cada sonrisa, cada piel, cada herida
Que cada garota abriu na minha vida ao passarQue abrió cada muchacha en mi vida al pasar
E embora não poucas vezes a sorte me sorriuY aunque no pocas veces me sonrió la fortuna
Eu escolhi entre todas as mulheres umaYo elegí de entre todas las mujeres a una
Do nome da qual agora não quero me lembrarDe cuyo nombre ahora no me quiero acordar
Quando canto, gostaria de pensar que com meu cantoCuando canto quisiera pensar que con mi canto
Não estou só falando de mim, mas de tantosNo solo estoy hablando de mí, sino de tantos
Que como eu viveram a mesma situaçãoQue como yo vivieron la misma situación
Naquela Espanha sombria que o poeta cantaráEn esa España oscura que cantará el poeta
Que mascara discursos, charangas, pandeiretasQue enmascara discursos, charangas, panderetas
Cantando estou falando da minha geraçãoCantando estoy hablando de mi generación
Fomos ovelhas negras de todos os rebanhosFuimos ovejas negras de todos los rebaños
De um balar que os anos tornaram agressivosDe un balar que tornaron agresivos los años
E nunca realizamos os sonhos do papaiY nunca realizamos los sueños de papá
Tal como da peste fugimos, das mentes pensantesTal de la peste huimos, de las mentes de sesudas
Amamos Vallejo muito mais que NerudaAmamos a Vallejo mucho más que a Neruda
E nunca aprendemos a arte de escalarY jamás aprendimos el arte de trepar
Não pudemos ser heróis e na falta de trincheirasNo pudimos ser héroes y a falta de trincheras
Onde entregar a vida buscando uma carreiraDonde entregar la vida buscando una carrera
Demos com nossos ossos na universidadeDimos con nuestros huesos en la universidad
Onde, se não, a verdadeira cultura conhecemosDonde, si no, la auténtica cultura conocimos
A verdade que os livros clandestinos guardavamLa verdad que encerraban los libros clandestinos
E nos apaixonamos por Dona LiberdadeY nos enamoramos de Doña Libertad
Por isso dói agora voltar ao passadoPor eso duele ahora regresar al pasado
Quase todos os velhos amigos se casaramCasi todos los viejos amigos se han casado
E minha primeira namorada deve ser mãe jáY mi primera novia debe ser madre ya
Ricardo se tornou médico, Arturo é formadoRicardo se hizo médico, Arturo es licenciado
Uns mais, outros menos, todos se estabeleceramUnos más, otros menos, todos se han instalado
E eu canto boleros em qualquer restauranteY yo canto boleros en cualquier restorán
Às vezes, quando na casa de Publio discutimosA veces, cuando en casa de Publio discutimos
Sobre aqueles tempos, sobre as coisas que fizemosDe los tiempos aquellos, de las cosas que hicimos
Sobre as outras que nunca nos deixaram fazerDe las otras que nunca nos dejaron hacer
Sempre aparece quem diz que merda, se nascemosSiempre sale quien dice qué coño si nacimos
Em um país sinistro, se amamos e sofremosEn un país siniestro, si amamos y sufrimos
Um país que nos trata como um amante infielUn país que nos trata como un amante infiel
Pois que nas nobres artes minha destreza não é muitaPues que en las nobles artes mi destreza no es mucha
Não levem a sério, senhores que me escutamNo se tomen en serio señores que me escuchan
A quem por diversão lhes canta esta cançãoA quien por divertirse les canta esta canción
Como todo cantor sou exibicionistaComo todo cantante soy exhibicionista
E subo ao palco como o seminaristaY subo al escenario como el seminarista
Que ladra do púlpito seu sermão decoradoQue ladra desde el púlpito su aprendido sermón
E acabo não sem antes fazer um avisoY acabo no sin antes hacer una advertencia
Enfiem pela bunda a voz da experiênciaMétanse por el culo la voz de la experiencia
Guardem seus conselhos, não vão me mudarGuárdense sus consejos, no me van a cambiar
Embora quisesse, já nunca poderia ser como vocêsAunque quiera ya nunca podría ser como ustedes
Não gosto das suas caras, suas vidas, suas mulheresNo me gustan sus caras, sus vidas, sus mujeres
Não gosto nem um pouco da sua sociedade imbecilNo me gusta un pimiento su imbécil sociedad
Embora quisesse, já nunca poderia ser como vocêsAunque quiera ya nunca podría ser como ustedes
Não gosto das suas caras, suas vidas, suas mulheresNo me gustan sus caras, sus vidas, sus mujeres
Não gosto nem um pouco da sua sociedade imbecilNo me gusta un pimiento su imbécil sociedad



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