exibições de letras 12

A Morte da Saibeira

Jokin Corleone

Letra

    Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
    Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

    A saibeira me assombra, vive quente sem parar, vermelho novo só me fode
    Nenhuma gota de água pra tomar, é melhor desistir e ir pra casa me molhar

    Isso não tem condição, não dá nem pra plantar feijão, nesse pobre mundo sem vegetação

    O frio nunca esteve aqui, a seca sempre esteve presente
    O calor da saibeira mata mais que muita gente, se todo o mundo fosse assim
    O número de mortes ia disparar, e agora um dia na saibeira, já te faz delirar

    A botina eu já calcei, a calça jeans eu já botei, mais um dia de trabalho
    Eu já tô é cansado, só a noite que eu tomo um banho gelado pra aliviar o meu caralho

    Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
    Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

    Minha mãe está preocupada, meu irmão está a chorar
    E a desidratação está me fazendo desintegrar

    Os cornos dos meus amigos, não param de me zuar, todo dia na escola
    Eles tentam me estrupar, mas logo eles desistem depois de perceber
    Que meu corpo tá tão quente, que se encostrarem em mim vão derreter

    Como eu queria algo gelado pra comer ou beber, mas o calor da saibeira
    Pode fazer qualquer um derreter, mesmo antes do aquecimento global começar
    A saibeira já era o terror do sabiá

    Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
    Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

    O meu tempo é pouco, um segundo aqui é menos três anos de vida
    A saibeira é pior do que chacina, aqui chega a ser pior do que fumar cocaína
    Me sinto tipo arthur morgan, um homem bom mas que não presta
    Depois de tantas escolhas ruins, morrer na saibeira é o que me resta

    Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
    Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Jokin Corleone e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção