exibições de letras 718
Letra

    Este eco vem nos tempos
    Nesta vaneira coiceira
    Que veio não sei de onde,
    Por certo foi a primeira,
    E se perdeu campo a fora
    Entonada que nem trincheira.

    Faço roncar a vaneira
    E seu segredo relato
    Entre missões e fronteira
    De um xucro gaiteiro nato
    Nasceu a vaneira grossa
    Que nem cintura de sapo.

    É o rio grande do sul
    Que berra e pede cruzada
    Num turum bamba incendeia
    Alegrando eternas noitadas
    É o rio grande do sul
    Que berra e pede cruzada.

    Vaneira de cantar verso
    Em bolicho ou carreirada
    Onde a gaita chamarisca
    Parece que dá risada;
    Fanfarroneando, escramuça
    No retoço da peonada.

    Estoura um surungo frouxo
    E a indiada banhada em suor
    Vão sapateando a vaneira
    E o chinaredo ao redor
    Pois com alegria no rancho
    Seus sonhos ficam maior.

    É o rio grande do sul
    Que berra e pede cruzada
    Num turum bamba incendeia
    Alegrando eternas noitadas
    É o rio grande do sul
    Que berra e pede cruzada.

    Sinto o mundo nos meus braços
    E uma pampa sem fronteira
    Até a lua olha pra baixo,
    Brilha os olhos da trigueira
    Meu pago inteiro se embala
    No compasso da vaneira.

    É o rio grande do sul
    Que berra e pede cruzada
    Num turum bamba incendeia
    Alegrando eternas noitadas
    É o rio grande do sul
    Que berra e pede cruzada.

    Composição: Jorge Guedes / Nenê Guedes. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Jorge Guedes e Família e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção