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Mulher Murcha

Jorge Oñate

Mujer Marchita

Cuando va a comenzar la noche comienza tu día
Maquillada con mil colores para lucir más
Contame dónde está lo alegre de tu triste vida
Vendiendo puñados de amores pa' ganar el pan

La sociedad que te corrompe luego te margina
Muchacha autómata del vicio, para dónde vas
Cicatrizaron en tu cara todas tus heridas
Pero la que lleva tu alma nunca sanará

Desde niña te marchaste de tu casa
Convencida de que habría de regresar
Y hoy la vida te ha mostrado sus espaldas
Tu partida sigue su recta final

(Mujer marchita, de alma infecunda)
(Pobre criatura sin ninguna redención)

Sola entre la multitud
Que comercia con tu amor
Al irse tu juventud
(Baja tu valoración)

Pa' Luchito Coronado y el Tata
Upa

Yo sé que cuando sola estés llorarás con el alma
Tu cuerpo débil de mujer ya no resiste más
Y que tu orgullo y altivez, tristemente se acaban
A expensas del borracho aquel que te ha ofrecido más

Decime cómo vas a hacer cuando asomen tus canas
Cuando con tu arrugada piel no puedas negociar
Y en tus ojos no brille aquel fulgor de tus miradas
Mostrándole a tu espejo fiel la dura realidad

Pobrecita, desfiguraron tu cara
Hoy te tildan lacra de la sociedad
De mancilla te han gritado que eres mala
Tu partida sigue su recta final

(Mujer marchita, de alma infecunda)
(Pobre criatura sin ninguna redención)

Sola entre la multitud
Que comercia con tu amor
Al irse tu juventud
(Baja tu valoración)

Con cariño
Para Rafael Oñate

Mulher Murcha

Quando vai começar a noite, começa o seu dia
Maquiada com mil cores pra brilhar mais
Me conta onde tá a alegria da sua vida triste
Vendendo punhados de amor pra ganhar o pão

A sociedade que te corrompe depois te marginaliza
Menina autômata do vício, pra onde você vai?
Cicatrizaram no seu rosto todas as suas feridas
Mas a que leva sua alma nunca vai sarar

Desde criança você saiu de casa
Convencida de que ia voltar
E hoje a vida te mostrou suas costas
Sua partida segue seu fim

(Mulher murcha, de alma estéril)
(Pobre criatura sem nenhuma redenção)

Sozinha entre a multidão
Que negocia com seu amor
Ao ir embora sua juventude
(Diminui sua valorização)

Pra Luchito Coronado e o Tata
Upa

Eu sei que quando estiver sozinha, vai chorar com a alma
Seu corpo frágil de mulher já não aguenta mais
E que seu orgulho e altivez, tristemente, vão acabar
À mercê daquele bêbado que te ofereceu mais

Me diz como você vai fazer quando aparecerem seus cabelos brancos
Quando com sua pele enrugada não puder mais negociar
E em seus olhos não brilhar aquele fulgor dos seus olhares
Mostrando ao seu espelho fiel a dura realidade

Pobrezinha, desfiguraram seu rosto
Hoje te chamam de escória da sociedade
Te gritaram que você é má
Sua partida segue seu fim

(Mulher murcha, de alma estéril)
(Pobre criatura sem nenhuma redenção)

Sozinha entre a multidão
Que negocia com seu amor
Ao ir embora sua juventude
(Diminui sua valorização)

Com carinho
Para Rafael Oñate

Composição: Daniel Celedon Orsini