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Pássaro Errante

Jorge Rojas

Pájaro Errante

Ya no temas amarme, si tus caprichos

como una jaula,

aprisionan mis sueños,

enamorados de la distancia.

No me dejan tus besos, alzar el vuelo,

el jubiloso vuelo, hacia los cielos,

por donde andaba.

No temas que me vaya,

siguiendo el rumbo de las bandadas,

que vuelan tras el viento,

pero no logran calmar sus ansias.

Como cántaros frescos, de aguita clara,

son tus frágiles pechos, de lo que bebo,

mujer amada.

Ay, apasionada flor,

mi alado corazón,

jamás alzará vuelo.

Me atas con tu amor,

y vivo en la prisión

de tus esmeros.

Si dejaras de amarme,

será soltarme.

Y seré en los cielos,

amor de nuevo,

un pájaro errante.

Ya no temas amarme,

si soy cautivo de tus ojazos,

no ves que estoy rendido,

a la ternura que dan tus manos.

Como un lazo de fuego, tu devaneo,

atándome a tu cuerpo, me pone en celo

entre tus brazos.

No temas que me vaya,

dejando el nido que yo soñaba.

Tú eres como el árbol,

que da cobijo entre sus ramas.

La libertad que tanto busqué volando,

la tuve encadenado, a tus encantos

de cuerpo y alma.

Pássaro Errante

Já não temas me amar, se teus caprichos

como uma jaula,

aprisionam meus sonhos,

apaixonados pela distância.

Teus beijos não me deixam, alçar o voo,

o alegre voo, rumo aos céus,

por onde eu andava.

Não temas que eu vá,

seguindo o rumo das bandadas,

que voam atrás do vento,

mas não conseguem acalmar suas ansiedades.

Como cântaros frescos, de água clara,

são teus frágeis seios, do que eu bebo,

minha amada.

Ai, flor apaixonada,

meu coração alado,

jamais alçará voo.

Me prendes com teu amor,

e vivo na prisão

dos teus caprichos.

Se deixasses de me amar,

seria me soltar.

E serei nos céus,

amor de novo,

um pássaro errante.

Já não temas me amar,

se sou cativo dos teus olhões,

não vê que estou rendido,

à ternura que vêm das tuas mãos.

Como um laço de fogo, teu devaneio,

atando-me ao teu corpo, me deixa em chamas

entre teus braços.

Não temas que eu vá,

deixando o ninho que eu sonhava.

Tu és como a árvore,

que dá abrigo entre suas ramas.

A liberdade que tanto busquei voando,

a tive acorrentada, aos teus encantos

de corpo e alma.

Composição: