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Romance do Que Ficou a Pé

Jorge Yáñez Y Los Moros

Romance Del Que Quedó a Pie

Porque cortaste el cabestro
Porque saltaste las trancas
Y arrancaste galopando
Por potreros de distancia
Porque me dejaste a pie
Solo y lejos de las casas
Y en carrera con el viento
Vas dónde te da la gana
Porque no sientes mi peso
Ni el clavo de mis rodajas
Ni el rebenque de mi mano
Sacando roncha en tus ancas

Porque sin freno ni rienda
Libre de manea y jaquema puedes revolcarte a gusto
Te crees suelta como el agua
Cual si volviese a andar suelta la que una vez fue ensillada
Cual si la que dio la oreja fuese otra vez a pararla
Cual si pudiese la yegua... Volver a hacerse potranca
Por mí, bien puedes correr donde el capricho te llama
No he de ser yo quien te busque aunque buena falta me hagas
Que el que se hace a una montura, así nomás no la cambia
No te he de ir a reclamar aunque en malas manos caigas
No he de seguirte la pista, ni aunque un día te encontrara
Aunque te hicieras la renga y solita te allegaras estirándome el cogote
No armaría la lazada
Que nada quiero a la fuerza aunque me coman las ganas
Lo que me dan, por las buenas ha de ser, y si no... ¡Ni agua!
La que me busca, me encuentra
La que me la hace, la paga
Y la que me arranca
Vuelve cuando ya no me hace falta

Galopa tú, mientras tanto
Yo sigo a pie mi jornada
Que aunque logres desmontarme
Con silla y todo de tu alma
Y aunque encuentres otro dueño
Que se acomode a tus mañas
No podrás librarte nunca
Del escozor de mi marca

Marca de sangre y de fuego
Marca de besos y lágrimas que te puse aquella noche en rodeo de madrugada
Cuando laceada potranca, te solté yegua baqueana
Por eso que no me apuro, porque sé que a la distancia
Seguiré siendo tu dueño en las buenas y en las malas
Porque quieras o no quieras y aunque corcovees de rabia
Tendrás que morir llevando… Mi marca impresa en el anca

(Cantado) Tendrás que morir llevando
(Recitado) mi marca impresa en el anca
(Cantado) Tendrás que morir llevando
(Recitado) mi marca impresa en el anca
(Cantado) Tendrás que morir llevando
(Recitado) mi marca impresa en el anca

Romance do Que Ficou a Pé

Porque cortou a corda
Porque pulou as cercas
E saiu galopando
Por campos de distância
Porque me deixou a pé
Só e longe das casas
E correndo com o vento
Vai pra onde quer
Porque não sente meu peso
Nem o calo das minhas marcas
Nem a chibata da minha mão
Fazendo ferida nas suas ancas

Porque sem freio nem rédea
Livre de maneira e sem sela, você pode se revirar à vontade
Se acha solta como a água
Como se voltasse a andar solta a que um dia foi selada
Como se a que deu a orelha fosse de novo parar
Como se a égua... Voltasse a ser potra
Por mim, pode correr onde a vontade te chama
Não serei eu quem te procure, mesmo que eu precise de você
Quem se adapta a uma montura, assim não a troca
Não vou te reclamar, mesmo que caia em más mãos
Não vou te seguir o rastro, nem se um dia te encontrasse
Mesmo que você se fizesse de coitada e sozinha se aproximasse esticando o pescoço
Não armaria a armadilha
Que nada quero à força, mesmo que a vontade me consuma
O que me dão, por bem tem que ser, e se não... Nem água!
A que me busca, me encontra
A que me faz, paga
E a que me arranca
Volta quando já não preciso mais

Galopa você, enquanto isso
Eu sigo a pé minha jornada
Que mesmo que consiga me desmontar
Com sela e tudo da sua alma
E mesmo que encontre outro dono
Que se acomode às suas manhas
Nunca poderá se livrar
Da ardência da minha marca

Marca de sangue e de fogo
Marca de beijos e lágrimas que te pus naquela noite em rodeio de madrugada
Quando, laçada, potra, te soltei, égua baqueana
Por isso que não me apresso, porque sei que à distância
Continuarei sendo seu dono nas boas e nas más
Porque queira ou não queira e mesmo que se revolte de raiva
Você terá que morrer levando… Minha marca impressa na anca

(Cantado) Você terá que morrer levando
(Recitado) minha marca impressa na anca
(Cantado) Você terá que morrer levando
(Recitado) minha marca impressa na anca
(Cantado) Você terá que morrer levando
(Recitado) minha marca impressa na anca

Composição: Andrés Rivanera / Eugénio Moglia