Cardo
De todos los pagos voy siguiendo huellas,
pa que me conduzcan en noches serenas,
hacia el mismo cielo, a bajar estrellas,
pa poner rodajas a mis nazarenas.
Yo no uso guitarra colgada a los tientos,
llevo seis colores de aurora temprana,
pero pongo siempre lo mismo que el viento:
una serenata en cada ventana.
Voy cruzando pampas sin mis horizontes,
son las dos orejas de mi parejero,
y si en el camino se atraviesa el monte,
le cumplo visitas al zorzal parlero.
Y pa mi defensa le puse fe al brazo,
pero siempre y cuando sea sin ventaja,
jamás abrió herida en llegao el caso,
no me gustan cosas que al hombre rebajan.
Yo también soy brisa y yo se que al nardo
la virgen lo quiere por ser flor divina,
¡ah, malhaya!, nunca se convierta en cardo,
pa que nunca sepa lo que es una espina.
Voy cruzando pampa confiado en mi suerte,
soy pompón de cardo que volando pasa.
Pero si apretado quedara en un brete,
seré la agonía de toda una raza.
De todos los pagos voy siguiendo huellas,
pa que me conduzcan en noches serenas,
hacia el mismo cielo, a bajar estrellas,
pa poner rodajas a mis nazarenas.
Yo no uso guitarra colgada a los tientos,
llevo seis colores de aurora temprana,
pero pongo siempre lo mismo que el viento:
una serenata en cada ventana.
Cardo
De todos os lugares vou seguindo pegadas,
para que me conduzam em noites serenas,
ao mesmo céu, pra colher estrelas,
para colocar fatias nas minhas nazarenas.
Eu não uso guitarra pendurada nos cordões,
trago seis cores de aurora bem cedo,
mas sempre coloco o mesmo que o vento:
uma serenata em cada janela.
Vou cruzando pampas sem meus horizontes,
são as duas orelhas do meu parceiro,
e se no caminho o mato se atravessa,
faço visitas ao zorzal falante.
E pra minha defesa coloquei fé no braço,
mas sempre e quando seja sem vantagem,
jamais abriu ferida em caso chegado,
não gosto de coisas que rebaixam o homem.
Eu também sou brisa e sei que ao nardo
a virgem o quer por ser flor divina,
ah, maldita!, nunca se torne em cardo,
para que nunca saiba o que é uma espinha.
Vou cruzando a pampa confiando na minha sorte,
sou pompom de cardo que voando passa.
Mas se apertado eu ficar em um brete,
serei a agonia de toda uma raça.
De todos os lugares vou seguindo pegadas,
para que me conduzam em noites serenas,
ao mesmo céu, pra colher estrelas,
para colocar fatias nas minhas nazarenas.
Eu não uso guitarra pendurada nos cordões,
trago seis cores de aurora bem cedo,
mas sempre coloco o mesmo que o vento:
uma serenata em cada janela.
Composição: Enrique Uzal / Pedro Noda