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Do Sul ao Litoral

José Larralde

Del Sur Al Litoral

Mi guitarra con su vuelo melodioso
Por un cielo majestuoso, rumbo al norte se me va

Y te lleva de mis bosques milenarios
Del Lanín y su santuario, un saludo fraternal

Bailan nubes que soplan vientos sureños
De estos pagos los ensueños, coloreados de mi chal

Y en mi verso que te canta tan lejano
Vaya mi abrazo de hermano, criollo del litoral

Quiero que me hables de tus paisajes y tu sol
Pues tengo una visión del Paraná

Y quiero que conozcas a mi tierra
Con su nieve siempre eterna y su límpido Limay

Llevarás las coplas de mi raza
Y yo aquí con mi guitarra, cantaré a tu Litoral

Si tú vienes, matearemos en mi nido
Y en el manzanar florido, verás a tu naranjal

Y si vamos tierra dentro por mi cerro
Verás los lagos más bellos, cuál es bella la Iberá

Y diremos en la lengua de mis padres
La mapuche, dulce y suave, algún verso guaraní

Y en tu arpa llevarás un loncomeo
Y al cantarlo allá en tu suelo, yo lo escucharé de aquí

Quiero que me hables de tus paisajes y tu sol
Pues tengo una visión del Paraná

Y quiero que conozcas a mi tierra
Con su nieve siempre eterna y su límpido Limay

Llevarás las coplas de mi raza
Y yo aquí con mi guitarra cantaré a tu Litoral

Mi guitarra con su vuelo melodioso
Por un cielo majestuoso, rumbop al norte se me va

Do Sul ao Litoral

Minha guitarra com seu voo melodioso
Por um céu majestoso, rumo ao norte vai se embora

E te leva dos meus bosques milenares
Do Lanín e seu santuário, uma saudação fraternal

Nuvens dançam que sopram ventos do sul
Desses pagos os sonhos, coloridos do meu xale

E no meu verso que te canta tão distante
Vá meu abraço de irmão, criollo do litoral

Quero que me fale de suas paisagens e seu sol
Pois tenho uma visão do Paraná

E quero que conheça minha terra
Com sua neve sempre eterna e seu límpido Limay

Levarás as coplas da minha raça
E eu aqui com minha guitarra, cantarei ao seu Litoral

Se você vier, vamos tomar mate no meu ninho
E no pomar florido, verá seu laranjal

E se formos para o interior pelo meu cerro
Verá os lagos mais belos, como é bela a Iberá

E diremos na língua dos meus pais
A mapuche, doce e suave, algum verso guaraní

E na sua harpa levarás um loncomeo
E ao cantá-lo lá no seu chão, eu ouvirei daqui

Quero que me fale de suas paisagens e seu sol
Pois tenho uma visão do Paraná

E quero que conheça minha terra
Com sua neve sempre eterna e seu límpido Limay

Levarás as coplas da minha raça
E eu aqui com minha guitarra cantarei ao seu Litoral

Minha guitarra com seu voo melodioso
Por um céu majestoso, rumo ao norte vai se embora

Composição: