Tradução gerada automaticamente

El Caballo Que No Tuve
José Larralde
O Cavalo Que Eu Não Tive
El Caballo Que No Tuve
Pro cavalo que eu não tive, eu chamava de distânciaAl caballo que no tuve yo le llamaba distancia
Mas distâncias encontrei e lá meu cavalo não andavaPero distancias hallé y ahí mi caballo no andaba
Então eu compreendi que se chamava esperançaEntonces yo comprendí que se llamaba esperanza
Feroz pra encontrá-lo no campo, cavalinho do nadaFiero pa' hallarlo en el campo caballito de la nada
Eu mesmo fiz um arreio com peles da minha nostalgiaYo mismo le hice un recáu con cueros de mi nostalgia
E uns estribos de nuncas e um almofadinha de lágrimasY unos estribos de nuncas y un cojinillo de lágrimas
Num prego na parede tinha pendurada uma mantaEn un clavo en la pared tenía colgada una manta
Que teci de ilusões e bordada de palavrasQue la tejí de ilusiones y bordadas de palabras
As vezes que me cobri com aquela velha mantaLas veces que me tapé con aquella vieja manta
Cada inverno foi uma rosa que o tempo me presenteavaCada invierno fue una rosa que el tiempo me regalaba
Recolhi o sol da geada refletido na manhãRecogí el sol de la escarcha reflejáu en la mañana
E o amarrei aos quatro ventos da minha manta imaginadaY lo até a los cuatro vientos de mi imaginada manta
Pra que meu cavalinho esperança brilhasse orgulhosoPa' que luciera orgulloso mi caballito esperanza
Pro cavalo que eu não tive, fiz guasca por guascaPal caballo que no tuve, macetié guasca por guasca
Do couro de um ventão desses que não têm almaDel cuero de un ventarrón de esos que no tienen alma
Com a argola que o orvalho faz na lua da manhãCon la argolla que el rocío le hace a la luna temprana
Fiz um laço leve como pra laçar uma almaHice un lazo livianito como pa' pialar un ánima
O cabresto e o focinho tirei de uma canárioEl cabresto y el bozal se los quité a una calandria
Porque sonhei que meu flete com um assobio sobravaPorque soñé que a mi flete con un silbo le sobraba
Fiz um chicote de trevo com iniciais de prataMe hice un rebenque de trébol con iniciales de plata
Que tirei de um riachinho entre pedrinhas de nácarQue saqué de un arroyito entre piedritas de nácar
Tudo pra que meu cavalo não ande se esquivandoTodo pa' que mi caballo no ande mezquinando alzada
E até cortei uma flor pra colocar como marcaY hasta he cortao una flor pa' ponerle como marca
Mas passaram os anos, e nunca chegou esperançaPero pasaron los años, y nunca llegó esperanza
Cavalinho que não tive, já não importa sua tardançaCaballito que no tuve, ya no importa tu tardanza
As roupas, as roupas eu dei e já não me resta nadaLas pilchas, las pilchas las regalé y ya no me queda nada
A quem eu ponho um arreio com almofadinha de lágrimaA quién le pongo un recáu con cojinillo de lágrima
E uma manta de ilusões e bordada de palavrasY una manta de ilusiones y bordada de palabras
Essas mesmas que não tive pra te defender, esperançaEsas misma que no tuve pa' defenderte esperanza
Quando andavas longe e te chamava de distânciaCuando andabas a lo lejos y te llamaba distancia
E hoje, e hoje que já te percorri, não me serviu de nadaY hoy, y hoy que ya te recorrí, no me ha servido de nada
Se até te usei pra morrer de dentro da minha almaSi hasta te usé pa' morir desde adentro de mi alma
Por ter um coração e por te chamar de esperançaPor tener un corazón y por llamarte esperanza



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