Elegia Para Un Rajao
Anda moqueando el punto por el raje
Que del laburo el patrón le dio
Ya no le cabe más dolor ni ultraje
¡Qué vida puta!
Qué lo reparió!
Dicen que tiene la mujer jodida
De comer viento se le reventó
Que de hace tiempo
Ya es una lambida
Ni pa'saliva, dicen
Que ganó
Por perder siempre
Se ganó una risa
Le dieron calle
Pero se cayó
Mala costumbre de juntar paliza
Sin decir nunca: Qué lo reparió
Juntó silencio como pa'un entierro
Con lo que venga siempre se arregló
Baja la vida como un pobre perro
Mascando el sarro de una vieja tos
Se jugó a nada cuando había pa todo
Nunca hizo trampa
Lo cagó el honor
Y hay que ser macho
Que hoy que dobla el codo
Dice bajito
Puta que lo tiró
Anda moqueando el punto por el raje
Que del laburo el patrón le dio
Ya no le cabe más dolor
Ni ulttraje
¡Qué vida puta!
Qué lo repario
Elegia Para Um Rajão
O ponto está passando pela rachadura
Que o patrão lhe deu trabalho
Não há mais espaço para dor ou indignação
Que vida do caralho!
O que consertou!
Dizem que a esposa dele está ferrada
De comer vento ele explodiu
Que de muito tempo atrás
Já é uma lambida
Nem um cuspe, dizem eles
O que ganhou
Por sempre perder
Ele ganhou uma risada
Deram-lhe a rua
Mas ele caiu
Mau hábito de colecionar surras
Sem nunca dizer: O que consertou?
Ele reuniu silêncio como se fosse para um funeral
Aconteça o que acontecer, sempre será consertado
Ele segue a vida como um cão pobre
Mastigando o tártaro de uma tosse velha
Foi jogado por nada quando havia o suficiente para tudo
Ele nunca trapaceou
Ele estragou sua honra
E você tem que ser um homem
Que hoje ele dobra o cotovelo
Ele diz suavemente
Cadela que jogou fora
O ponto está correndo por causa da divisão
Que o patrão lhe deu trabalho
Não há mais dor para ele
Sem indignação
Que vida do caralho!
O que devo consertar?