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Milonga Pa' Don Antonio

José Larralde

Letra

Milonga Para Don Antonio

Milonga Pa' Don Antonio

Eu o vi passarYo lo he visto pasar
E quem não viu, na regiãoY quién no, en el pago
Como uma sombra grudadaComo una sombra pegao
No seu irmãoA su hermano
Nunca vi coisa igualNunca vi cosa igual
Nem os tijolos da casaNi los adobes del rancho
Que os abrigou junto à sua mãeQue los cobijó junto a su mama
Estiveram tão grudados como elesEstuvieron tan pegados como ellos
Nem os olhos dos seus olhosNi los ojos de sus ojos
Viram tanto pra dentroVieron tanto pa' dentro

Um dia quis cantar pra elesUn día quise cantarles
Uma milonga bem gaúchaUna milonga bien pampa
Como seus ossosComo sus huesos
Mas a morte me ganhou na mãoPero la muerte me ganó de mano
E Antonio GarayaldeY Antonio Garayalde
Partiu pra sempreSe marchó pa siempre
E ficou só EduardoY quedó solo Eduardo

Mas não pode ser a má sortePero no ha de ser la perra suerte
Que me traga o esquecimentoLa que me arrime olvido
Por você, irmãoPor vos, hermano
Volto a ser criançaVuelvo a gurí
E vejo o voo da sua almaY veo el vuelo de tu alma
Com aquelas gaivotasCon aquellas gaviotas
Que forjaram meu primeiro sorrisoQue forjaron mi primer sonrisa
De moleque ingênuoDe mocoso ingenuo
Quando sujavam seu chapéuCuando te ensuciaban el sombrero

Com a pata firmeCon la pata afirmada
No gancho e jogadoAl pescante y echao
No encosto as rédeas de cuidadoAl respaldo las riendas de tiento
Com o chapéu negro na testaCon el negro chambergo a la frente
Antigo de sonhoAntigua de sueño
E antigo de tempoY antigua de tiempo
Eu o vi passarYo lo he visto pasar
Curvado e caladoEncorva'o y calla'o
Eu o vi agitarYo le he visto flamear
Seu lenço de lutoSu pañuelo enlutao

Com o chicote jogado no ombroCon el látigo echao en el hombro
Do saco rasgadoDel saco raído
Desgastado pelos anosRateao por los años
E ao seu ladoY a su lado
Grudado como sombraPegao como sombra
A figura grave de seu único irmãoLa grave figura de su único hermano
Eu o vi passarYo lo he visto pasar
Curvado e caladoEncorvao y callao
Eu o vi passarYo lo he visto pasar
Carregando uma dorEnyuntando un dolor

Da infância me chegaDe gurí se me arrima
A lembrançaEl recuerdo
Daquelas aradasDe aquellas aradas
E semeaduras a passoY siembras al paso
E aquelas tardes queY esas tardes que
Chegavam ao ranchoAl rancho llegaba
E ao campo me faziasY al campo me hacías
Levantado em seus braçosAlzado en tus brazos
Nunca vou esquecerNunca habré de olvidar
O calor da sua mãoEl calor de tu mano
Nem o desejo de andarNi el deseo de andar
Correndo ao seu ladoCorreteando a tu la'o

Cercando pastos alheiosAlambrando potreros ajenos
Você passou a vida esticando esperançasPasaste la vida estirando esperanzas
Mas o poste se quebra de uma vezPero el poste se quiebra de cuajo
E a espinho do tempo a vida te arrancaY la púa del tiempo la vida te arranca
Eu te vi puxarYo te he visto cinchar
Pra ganhar um pedaçoPa ganarte un bocao
Correndo ao seu ladoCorreteando a tu la'o
Minha lembrança vai estarMi recuerdo ha de estar


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