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Igualzinho Que Ninguém

José Larralde

Igualito Que Naides

Viento arriba y al lloro, de las camas del carro
Se consumen en tiempo por detrás del cigarro
Igualito que naides, parecido a ninguno
Cuando pega la vuelta se le achica el apuro

Con dos flacos de tiro y tres leguas pa'rriba
De copeta nevada casi todo es su vida

Por la misma rendija de las tablas del piso
Se le filtra la arena y un resongo sumiso

Poco importa el apuro, con un metro mezquino
Quedará pa' un sancocho y algún poco de vino

Hay un poco de nada y otro poco de hastío
Y un incendio de nuncas en los ojos del frío
Por un metro de arena no cambio el rancherio
Pero crecieron hijos al médano subidos

Viento arriba y al lloro de las camas del carro
Se consume en tiempo por detrás del cigarro

Igualzinho Que Ninguém

Vento lá em cima e o choro, das camas do carro
Se consome no tempo por trás do cigarro
Igualzinho que ninguém, parecido com nenhum
Quando dá a volta, o desespero diminui

Com dois caras de tiro e três léguas pra cima
Com a nevada quase tudo é sua vida

Pela mesma fresta das tábuas do piso
Se filtra a areia e um resmungo submisso

Pouco importa o desespero, com um metro mesquinho
Vai sobrar pra um sancocho e um pouco de vinho

Tem um pouco de nada e outro pouco de tédio
E um incêndio de nunca nos olhos do frio
Por um metro de areia não troco o barraco
Mas cresceram filhos no médano subidos

Vento lá em cima e o choro das camas do carro
Se consome no tempo por trás do cigarro

Composição: