Postales desde el Fin del Mundo
Raros son los tiempos
Cuando nada marcha mal
Se desluce hasta lo más bueno
Y así, sin solicitud
Te apareces tú
Cuando la tristeza me saque a bailar
O cuando vea, a los ojos, a la soledad
En todas partes, te reflejarás
Te veo al azar
Cuando empuje fuerte mi zona lumbar
Cuando tenga su lengua en mi paladar
Que no seas tú, es mi espiral
Desciendo un poco más
Desciendo un poco más
Este es mi castigo
Para siempre, decidí
Mas no lo planeé así
Siempre que apago la luz
Te apareces tú
Cuando esté de vago en otra ciudad
Cuando me vea al espejo al despertar
En todas partes, te reflejarás
Te veo al azar
Cuando una vez se convierte en un par
O cuando una por mientras la haga formal
Que no seas tú, es mi espiral
Desciendo más
Cuando una nueva esté en mi sofá
Cuando esté rondando con otra el mar
En todas partes, te aparecerás
Te veo al azar
Cuando venza el miedo y me sienta capaz
De arrodillarme ante otra mitad
Que no seas tú, es mi espiral
Desciendo un poco más
Desciendo un poco más
Desciendo un poco más
Postais do Fim do Mundo
Raros são os momentos
Em que nada dá errado
Até o que há de melhor perde o brilho
E então, sem avisar
Você aparece
Quando a tristeza me chamar para dançar
Ou quando eu olhar a solidão nos olhos
Em toda parte, vou ver o seu reflexo
Eu vejo você por acaso
Quando minha lombar doer de tanto esforço
Quando eu sentir outra língua no meu paladar
Se não for você, é o meu espiral
Eu afundo um pouco mais
Eu afundo um pouco mais
Esse é o meu castigo
Para sempre, eu decidi
Mas não planejei que fosse assim
Sempre que apago a luz
Você aparece
Quando eu estiver à toa em outra cidade
Quando eu me olhar no espelho ao acordar
Em toda parte, vou ver o seu reflexo
Eu vejo você por acaso
Quando uma vez virar duas
Ou quando um caso passageiro virar algo sério
Se não for você, é o meu espiral
Eu afundo mais
Quando uma nova pessoa estiver no meu sofá
Quando eu estiver passeando com outra à beira-mar
Em toda parte, você vai aparecer
Eu vejo você por acaso
Quando eu vencer o medo e me sentir capaz
De me ajoelhar diante de outra cara-metade
Se não for você, é o meu espiral
Eu afundo um pouco mais
Eu afundo um pouco mais
Eu afundo um pouco mais
Composição: Bucho, José Madero