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Cravos Brancos

José María Contursi

Claveles blancos

Se durmió
besando el sueño aquel
que nunca se cumplió...
¡Rumor de mar lejano!
Su mano se alargó,
¡jazmín y piel!
y en mi desolación
¡grite... grite!
Nunca más
sus voz me llamará...
¡ya nunca..., nunca más
su boca besaré!

Yo crucé
tus dedos de marfil
y puse sobre ti
muchos claveles blancos...
Amordacé
mi angustia y mi rencor
y entrecerré
tus ojos y mi corazón.
Un telón
de sombras..., nada más
tu ausencia me dejó,
¡nada más, nada más!

A través
de un pálido cristal
resurge nuestro ayer
¡canción hecha pedazos!
Y estás hablándome
Feliz..., jovial...
(¡sarcasmo amargo y cruel,
tu soledad!)
Nunca más
tu voz me llamará,
ya nunca, nunca más
tu boca besaré...

Cravos Brancos

Adormeci
beijando aquele sonho
que nunca se realizou...
!Rumor do mar distante!
Sua mão se estendeu,
!jasmim e pele!
e na minha desolação
!gritei... gritei!
Nunca mais
sua voz me chamará...
já nunca..., nunca mais
sua boca beijarei!

Eu cruzei
seus dedos de marfim
e coloquei sobre você
muitos cravos brancos...
Amordacei
minha angústia e meu rancor
e entrecerrei
t seus olhos e meu coração.
Um pano
de sombras..., nada mais
a sua ausência me deixou,
!nada mais, nada mais!

Através
de um cristal pálido
ressurge nosso ontem
!canção despedaçada!
E você está falando comigo
Feliz..., jovial...
(!sarcasmo amargo e cruel,
sua solidão!)
Nunca mais
a sua voz me chamará,
já nunca, nunca mais
a sua boca beijarei...

Composição: Armando Pontier / José María Contursí