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Emigrantes da Quarta Dimensão

José Mário Brancco

Letra

    Dá-me uma ajuda, ó médico das almas
    Para escolher em que combate combater
    Quem condeno eu à vida
    Quem condeno eu à morte

    Que me podes tu dizer
    Encostado à árvore do tempo
    Folhas vivas, folhas mortas, estações
    Nada disto faz sentido
    E o sentido do sentido não paga as refeições

    Este torpor só tem uma solução
    Sejamos deuses, é meter as mãos à obra
    E no fazendo acontecendo
    Deixar ir o coração
    Que é o que nos sobra

    Ao fazer-se o mundo nasce de si próprio
    Ser avô é uma alegria atravessada
    Dá para rir e pra chorar
    Não temos nada com isso
    E nada não é nada

    Disseste um dia que tudo vale a pena
    Tornar as almas mais pequenas é que não
    Vamos sobre as duas patas
    Juntar as partes da antena


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