
Soneto do Olho do Cu [explícita]
José Miguel Wisnik
Oculto, com pregas, humilde
Úmido ainda do amor
Cravo roxo
Escondido, respira no meio de mousse
Que na bunda branca desce em doce debruce
Em cola que rola na orla do arrocho
Corrimentos escorrem lágrimas de leite
Por peidos cruéis expulsas
Choram pedrinhas de barro vermelhas
Molham, convulsam
Escorregam na descida
Onde chamam: Vem, deite
Sempre caí de boca e língua nessa ventosa
Minha alma traí na foda material invejosa
Ela fez dele lacrimário rubro
Ninho de soluço
Sabre brocha, tabu
Mas é azeitona babada, flauta carinhosa
Tubo onde desce a amêndoa oleosa
Canaã feminina na umidade abre
Desabrocha, molha, olha, vê
Oh, cu



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