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Rosa de Outono

José Rial (h)

Rosa de Otoño

Tu eres la vida, la vida dulce,
Llena de encantos y lucidez;
Tú me sostienes y me conduces
Hacia la cumbre de tu altivez.

Tú eres constancia, yo soy paciencia;
Tú eres ternura, yo soy piedad
Tú representas la independencia,
Yo simbolizo la libertad.

Tú bien lo sabes que estoy enfermo
Y en mi semblante claro se ve
Que ya de noche casi no duermo,
No duermo nada ¿sabes por qué?

Porque yo sueño cómo te aprecio,
De que a mi lado te he de tener...
Son sueños malos, torpes y necios,
Pero, mi vida, ¡qué voy a hacer!

Yo sufro mucho, me duele el alma
Y es tan penosa mi situación
Que muchas veces, por buscar calma,
Llevo mis dedos al diapasón...

De tu desprecio nunca hagas gala
Porque, si lo haces, ¡pobre de mí!...
Quereme siempre, no seas tan mala...
Vamos, ingrata, ¡no seas así!

Rosa de Outono

Você é a vida, a vida doce,
Cheia de encantos e clareza;
Você me sustenta e me guia
Até o topo da sua altivez.

Você é constância, eu sou paciência;
Você é ternura, eu sou compaixão.
Você representa a independência,
Eu simbolizo a liberdade.

Você bem sabe que estou doente
E no meu rosto isso se vê;
Que à noite quase não durmo,
Não durmo nada, sabe por quê?

Porque eu sonho como te aprecio,
Que ao meu lado você vai estar...
São sonhos ruins, tolos e bobos,
Mas, minha vida, o que eu vou fazer!

Eu sofro muito, minha alma dói
E é tão penosa a minha situação
Que muitas vezes, pra buscar calma,
Levo meus dedos ao diapasão...

Do seu desprezo nunca se orgulhe
Porque, se fizer isso, pobre de mim!...
Me ame sempre, não seja tão má...
Vamos, ingrata, não seja assim!

Composição: