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Rio Itapecuru

Joselito Oliveira

Letra

    Ô meu velho Rio Itapecuru
    Como é triste te ver assim
    Na sua margem corrente
    Nascendo mato e capim

    Desmataram a beira do rio, o rio assoreou
    De areia e folhas cobriu, o seu interior
    No galho do jatobá, o sabiá triste cantou
    A tristeza invadiu o seu olhar, quando viu que a água do rio secou

    Dá sua nascente, até desaguar no mar
    Sem águas correntes, não tem forças para andar
    O rio que já matou, a fome e a cede de muita gente
    Hoje está cortado ao meio, estão interrompendo, às águas que vem da sua nascente

    O mandacaru, amanheceu coberto de flor
    Para avisar, que a seca no sertão chegou
    O Sol chegou, queimando a plantação do lavrador
    O camaleão se camuflou, com medo do predador

    Quando a seca chega é para preparar o sertão
    Os ventos semeiam, às sementes por todo chão
    O céu clareia, com os raios e ronco do trovão
    A chuva faz as sementes germinar e a vida brotar, de baixo do chão

    O canto do papa lagarta a noite é avisando que a lagarta chegou
    O patrão pede ao vaqueiro, para ver o estrago que ela deixou
    O vaqueiro diz ao patrão, que até o talo do capim ela devorou
    O patrão começa a chorar, quem chega para lhe acalmar é canto da rolinha fogo pago

    Eu nasci e me criei, nas terras do sertão
    Com sol e chuva trabalhei, no cabo do enxadão
    Tenho muitos calos secos, nas palmas das minhas mãos
    Os meus pés estão rachados, por causa da poeira quente do sertão

    O homem do sertão é castigado e sofrer
    Cresce com os pés no chão, não toma remédio e nem conhece doutor
    Moro em uma casinha de sapê, de barro batido a não
    Tem que plantar e colher, para comer a massa do pão

    Vida sofrida, do povo do sertão
    Falta água, falta comida, só não falta amor no coração
    Quando a seca chega, começa aflição
    A chuva cobri o cinza de verde e faz a vida brota do chão

    Antes do dia clarear, o três-potes cantou
    Para avisar, que a água do rio chegou
    Na beira do rio Itapecuru, o três-potes cantou
    Canta três-potes, torna cantar, canta para o meu amor
    Não João chegou
    Esta noite eu vou dançar, coladinho com o meu amor


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