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Entre Bambalinas

JP Fernandez

Entre Bambalinas

Hablando a solas cuando nadie me ve
Voi caminando bajo flor de azahar
Baje al infierno sin nada que perder
Sali de hay con mucho más por ganar

He visto noche que no quieren caer
Y amaneceres que les cuesta llegar
Deje preguntas que no supe leer
Y cicatrices que no puedo ocultar

Malos momentos grabados en mis retinas
Más historias pa contarte que un peregrino
Tuve sueños que se fueron por la letrina
Y me sigue doliendo el pecho cuando respiro

Yo solo me siento agusto entre bambalinas
Muestro poco porque soy como un clandestino
Solo me queda una bala en la carabina
Me siento como clim imbuk en rantorino

Guardo silencio donde otros guardan promesas
El camino es largo y sé que voi pasao de carga
He visto abrazos que no llenan la despensa
Y promesas dulces convirtiendose en amarga

Guardo verdades donde otros guardan escusas
El tiempo es lento dice una ruleta rusa
He visto humanos que con su dedo te acusan
Miradas limpias volviendose difusa

Días largos en numeros rojos
Noches frias y el alma vacía
Sonrisa afiladas en los ojos
Y las feuntas pa pasar el día

No todo el daño vino de mis enemigos
A veces vino disfrazao de confianza
He visto caerse castillos echos de amigos
Y solo poco levantarse con templanza

Mochila llena desde edad temprana
Poco futuro desde la ventana
Solo sillas de plastico y charla barata
Ahora cumpliendo sueño sin llevar corbata

Noches en vela, luz de farolas
Pasos perdidos por la calle a solas
Bares cerrados las persianas rotas
Y yo cargando con un peso que nadie nota

Malos momentos grabados en mis retinas
Más historias pa contarte que un peregrino
Tuve sueños que se fueron por la letrina
Y me sigue doliendo el pecho cuando respiro

Yo solo me siento agusto entre bambalinas
Muestro poco porque soy como un clandestino
Solo me queda una bala en la carabina
Me siento como clim imbuk en rantorino

Entre Bambalinas

Falando sozinho quando ninguém me vê
Vou caminhando sob a flor de laranjeira
Desci ao inferno sem nada a perder
Saí de lá com muito mais a ganhar

Vi noites que não querem cair
E amanheceres que demoram a chegar
Deixei perguntas que não soube ler
E cicatrizes que não consigo ocultar

Momentos ruins gravados na minha retina
Mais histórias pra te contar que um peregrino
Tive sonhos que foram pelo ralo
E ainda dói o peito quando respiro

Eu só me sinto à vontade entre bambalinas
Mostro pouco porque sou como um clandestino
Só me resta uma bala na carabina
Me sinto como um clim imbuk em rantorino

Guardo silêncio onde outros guardam promessas
O caminho é longo e sei que já passei da conta
Vi abraços que não enchem a despensa
E promessas doces se tornando amargas

Guardo verdades onde outros guardam desculpas
O tempo é lento, diz uma roleta russa
Vi humanos que com o dedo te acusam
Olhares limpos se tornando difusos

Dias longos em números vermelhos
Noites frias e a alma vazia
Sorrisos afiados nos olhos
E as fontes pra passar o dia

Nem todo o dano veio dos meus inimigos
Às vezes vem disfarçado de confiança
Vi castelos de amigos desmoronarem
E só poucos se levantam com temperança

Mochila cheia desde cedo
Pouco futuro pela janela
Só cadeiras de plástico e conversa fiada
Agora realizando sonhos sem usar gravata

Noites em claro, luz de postes
Passos perdidos pela rua sozinho
Bares fechados, as persianas quebradas
E eu carregando um peso que ninguém nota

Momentos ruins gravados na minha retina
Mais histórias pra te contar que um peregrino
Tive sonhos que foram pelo ralo
E ainda dói o peito quando respiro

Eu só me sinto à vontade entre bambalinas
Mostro pouco porque sou como um clandestino
Só me resta uma bala na carabina
Me sinto como um clim imbuk em rantorino

Composição: Kyno