Candido e Tarsila (A Exposição)
JPAragão
Um querer à Cândido
Misturado com Tarsila do A
Num cenário de cores e marcos
Sobre o vão daquela avenida farta
No contorno dos rostos, negros corpos
A tensão de tantas vidas, quais?
Desse líquido tempo moderno
Postado em horizontes geométricos e azuis
Ou dos tons cinzas em curvas, na solidão de quem vê
Do marrom turvo da enxada, ao surpreso olho em entender, o quê?
A denúncia e o tormento
Das pinturas aos meus versos nus
Pé descalço e lamentos, secos ventos
Natureza em dias violentos e crus
Barco andante da arte, falante
Dos breus e museus dos meus Brasis, quais?
Desses lugares que andamos, e amamos
Sob os pincéis das nossas retinas para o mar
E veem ao porto atracar, retratos de esperança no olhar
Com inquietude traçar, planos e dramas pincelar no ar
Um poder à Cândido
Lado a lado a Tarsila do A
Na figura do artista, que se inspira
Lavando a alma desfaz o fetiche que está
Em meio às bordas dos quadros, pintados
Nos significados dos seus traços, quais?
Arquitetados em vidros, discretos
Verticais e presos ao concreto que vai
Até a minha e a sua inventividade humana
De soerguer e desnudar, de sentir e revelar o amor e a dor



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