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Meias de Seda

Juan Andrés Caruso

Medias de Seda

De tarde en coche, capota baja,
Muy orgullosa vas a pasear,
Con la pollera muy recogida
Porque tus piernas quieres mostrar.
Piernas que lucen, coquetamente,
Medias de seda de color beige,
Que hacen más lindos los zapatitos
Que lucen tus diminutos pies.

Medias finas de seda
A las que adoras tanto,
Medias finas de seda
De un misterioso encanto.
En la loca tentación
De tus muy íntimas querellas,
Desalojaste aquellas
Muy humildes de algodón.

Primero medias, después vestidos,
Luego melena a la "garçonne",
Sombreros buenos, alhajas finas,
Y un cotorrito muy coquetón.
Paseos en auto, de noche al tigre,
Farras corrida, loca ilusión,
Fueron las medias finas de seda
Las que causaron tu perdición.

Meias de Seda

De tarde no carro, capô abaixado,
Muito orgulhosa você vai passear,
Com a saia bem ajustada
Porque suas pernas quer mostrar.
Pernas que brilham, de forma sedutora,
Meias de seda de cor bege,
Que deixam mais bonitos os sapatinhos
Que adornam seus pés pequeninos.

Meias finas de seda
Que você adora tanto,
Meias finas de seda
Com um encanto misterioso.
Na louca tentação
De suas querelas íntimas,
Você expulsou aquelas
Muito humildes de algodão.

Primeiro as meias, depois os vestidos,
Depois o cabelo à la garçonne,
Chapéus bons, joias finas,
E um passarinho muito charmoso.
Passeios de carro, à noite no tigre,
Farras loucas, ilusão insana,
Foram as meias finas de seda
Que causaram sua perdição.