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Cama Vermelha

Juan Antonio Canta

Cama Roja

Las voces del pasado dicen que nos integremos
En una opción política
Y que esta juventud casquivana se disipa así misma
Entre el alcohol y la melancolía

Yo quisiera luchar en contra del capitalismo, pero veo
Al pueblo comunista
Tantos años pasando el hambre de la esperanza
Para rendirse al becerro de oro

Cuando veo tus ojos
Son mi 68
Lo demás ya no existe
Tú lo haces mentira

Son demasiado hermosos
Para ser de derechas
Compromiso político
Y amor adolescente
Qué más da

Con hacer roja la cama
Creo que será suficiente
Así serán nuestros sueños
Tan rojos que un día
Seremos valientes

La sábana en la ventana
Para que todos la vean
Y nuestra cama tan roja
La cama tan roja
El ocaso sobre la marea

Tan solamente creo en la belleza de tu cuerpo
Que se marchita al ritmo de la caja del reloj
No empuñaré más rifle que mi sexo tan pequeño
Para traerte
De nuevo a mi lado

Ojalá no pienses que mi desengaño es pereza
Mi memoria me demuestra lo estéril de la lucha burocrática
Pienso que tras las grandes revoluciones racionales
Se restaura sonriendo
El orden anterior

Y los que murieron a manos de rebeldes
Pudieron engendrar a ese mesías que ya no viene
Así que déjame decirte que entre lo malo y lo peor
Yo no elijo nada
Y sigo soñando

Cuando veo tus ojos
Son mi 68
No pueden hacer nada
Frente a un Cot 45

Tengo unas figurillas
Que no se venden nada
Pero son tan hermosas que ya
No me dan miedo
Y tampoco a ti

Con hacer roja la cama
Creo que será suficiente
Así serán nuestros sueños
Tan rojos que un día
Seremos valientes

La sábana en la ventana
Para que todos la vean
Y nuestra cama tan roja
La cama tan roja
El ocaso sobre la marea

Y nuestra cama tan roja
La cama tan roja
El ocaso sobre la marea

Cama Vermelha

As vozes do passado dizem que nos integremos
Em uma opção política
E que essa juventude leviana se dissipa assim mesma
Entre o álcool e a melancolia

Eu queria lutar contra o capitalismo, mas vejo
O povo comunista
Tantos anos passando fome de esperança
Para se render ao bezerro de ouro

Quando vejo seus olhos
São meu 68
O resto já não existe
Você faz tudo parecer mentira

São tão lindos
Para serem de direita
Compromisso político
E amor adolescente
Que diferença faz

Com fazer a cama vermelha
Acho que será o suficiente
Assim serão nossos sonhos
Tão vermelhos que um dia
Seremos corajosos

O lençol na janela
Para que todos vejam
E nossa cama tão vermelha
A cama tão vermelha
O ocaso sobre a maré

Eu só acredito na beleza do seu corpo
Que murcha ao ritmo do tic-tac do relógio
Não empunharei mais rifle que meu sexo tão pequeno
Para te trazer
De volta ao meu lado

Tomara que você não pense que meu desencanto é preguiça
Minha memória me mostra o quão estéril é a luta burocrática
Acho que após as grandes revoluções racionais
Restaura-se sorrindo
A ordem anterior

E os que morreram nas mãos de rebeldes
Poderiam engendrar aquele messias que já não vem
Então me deixe te dizer que entre o ruim e o pior
Eu não escolho nada
E continuo sonhando

Quando vejo seus olhos
São meu 68
Não podem fazer nada
Diante de um Cot 45

Tenho umas estatuetas
Que não valem nada
Mas são tão lindas que já
Não me dão medo
E nem a você

Com fazer a cama vermelha
Acho que será o suficiente
Assim serão nossos sonhos
Tão vermelhos que um dia
Seremos corajosos

O lençol na janela
Para que todos vejam
E nossa cama tão vermelha
A cama tão vermelha
O ocaso sobre a maré

E nossa cama tão vermelha
A cama tão vermelha
O ocaso sobre a maré

Composição: