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A Chave

Juan Seren

La Llave

Volver al fiel remanso
De mil calandrias y un parral
Volver es ver al barrio
Rumor de lluvia y carnaval

Después de achaques y rosarios
La infancia regresa al hogar
Y cae al gris tendido del albor final

Mi voz crujió en tu puerta
¿Con cuál desvelo te hice mal?
¿Por qué tu patio inquieta?
Tu olor de olvido es soledad

El Sol de como éramos antes
Tristeza de agreste postal
Delante va del tiempo sin edad

La llave para abrir
Mi suerte de babel
Dejaste en el umbral
Que no supe perder

Tu amor se aleja del instante
Mi duelo en tu duelo no está
Diciendo adiós querencia
Sin hablar

La llave no es abrir
La fuente no es caudal
No hay nada por atar
Para poder partir

A Chave

Voltar ao fiel remanso
De mil canários e um parreiral
Voltar é ver o bairro
Rumor de chuva e carnaval

Depois de males e rosários
A infância volta pra casa
E cai no cinza estendido do alvorecer final

Minha voz rangiu na sua porta
Com qual desvelo te fiz mal?
Por que seu pátio inquieta?
Seu cheiro de esquecimento é solidão

O Sol de como éramos antes
Tristeza de uma imagem rústica
À frente vai o tempo sem idade

A chave pra abrir
Minha sorte de babel
Você deixou na soleira
Que eu não soube perder

Seu amor se afasta do instante
Meu luto no seu luto não está
Dizendo adeus, carinho
Sem falar

A chave não é pra abrir
A fonte não é caudal
Não há nada pra amarrar
Pra poder partir

Composição: Mariano González Calo / Juan Seren