La Llave
Volver al fiel remanso
De mil calandrias y un parral
Volver es ver al barrio
Rumor de lluvia y carnaval
Después de achaques y rosarios
La infancia regresa al hogar
Y cae al gris tendido del albor final
Mi voz crujió en tu puerta
¿Con cuál desvelo te hice mal?
¿Por qué tu patio inquieta?
Tu olor de olvido es soledad
El Sol de como éramos antes
Tristeza de agreste postal
Delante va del tiempo sin edad
La llave para abrir
Mi suerte de babel
Dejaste en el umbral
Que no supe perder
Tu amor se aleja del instante
Mi duelo en tu duelo no está
Diciendo adiós querencia
Sin hablar
La llave no es abrir
La fuente no es caudal
No hay nada por atar
Para poder partir
A Chave
Voltar ao fiel remanso
De mil canários e um parreiral
Voltar é ver o bairro
Rumor de chuva e carnaval
Depois de males e rosários
A infância volta pra casa
E cai no cinza estendido do alvorecer final
Minha voz rangiu na sua porta
Com qual desvelo te fiz mal?
Por que seu pátio inquieta?
Seu cheiro de esquecimento é solidão
O Sol de como éramos antes
Tristeza de uma imagem rústica
À frente vai o tempo sem idade
A chave pra abrir
Minha sorte de babel
Você deixou na soleira
Que eu não soube perder
Seu amor se afasta do instante
Meu luto no seu luto não está
Dizendo adeus, carinho
Sem falar
A chave não é pra abrir
A fonte não é caudal
Não há nada pra amarrar
Pra poder partir
Composição: Mariano González Calo / Juan Seren