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Vinte e dois

Juan Seren

Veintidós

Veintidós y ningún caramelo
Cabizbajos, serenando ese duelo
De emociones que ansío expectante
Invitado a pasear por el suelo

Veintidós no se suman, se juntan
A brindar por el mal verdadero
Caminantes de plazas cerradas
Del amor entre gradas
Con mirada a lo ciego

Ya sabía veintidós son espuma
Son amigos de lo pasajero
Los consejos del viejo resuenan
Y evocan lejanos a mis compañeros

De lo que quedó, quedó lo perdido
El Gordo se fue de aburrido
Alguno por distraído
Y otro por falta de atención

De lo que quedó, quedó lo vivido
Pocos son los fieles amigos
Los demás son de ocasión
Veintidós y el mundo servido
Que arrima el destino
Por el mostrador

Casi amor, casi todo es consuelo
Esmerados por ser los primeros
En prender esa mecha farsante
Con la que se tejieron los sueños

Por ficción realidades se inundan
La pasión, el olor a algo nuevo
La mentira piadosa, el asombro
La noche en que el polvo
Borraba los ceros

Vinte e dois

Vinte e dois e nenhum doce
Cabisbaixos, serenando esse duelo
De emoções que anseio expectante
Convidado a passear pelo chão

Vinte e dois não se somam, se juntam
Para brindar pelo mal verdadeiro
Caminhantes de praças fechadas
Do amor entre arquibancadas
Com olhar às cegas

Já sabia que vinte e dois são efêmeros
São amigos do passageiro
Os conselhos do velho ressoam
E evocam distantes meus companheiros

Do que restou, ficou o perdido
O Gordo foi embora entediado
Alguns por distração
E outros por falta de atenção

Do que restou, ficou o vivido
Poucos são os amigos fiéis
Os demais são de ocasião
Vinte e dois e o mundo servido
Que o destino se aproxima
Pelo balcão

Quase amor, quase tudo é consolo
Esforçados por serem os primeiros
A acender essa mecha falsa
Com a qual os sonhos foram tecidos

Por ficção realidades se inundam
A paixão, o cheiro de algo novo
A mentira piedosa, o espanto
A noite em que o pó
Apagava os zeros