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Sonhos de Geléia

Juan Trova

Sueños de Mermelada

Tardes haciendo nada,
pensando sueños de mermelada
curando el tiempo
bebiendo té.
Flores secas guardadas,
ni una llamada,
maldita suerte vuelta de espaldas,
siempre al revés.
Noches sin madrugada,
siempre queda París.
Miles de esperas largas,
¿Cuántas vendrán al fin?

Dime cuál es tu calle,
dime quién serás tú.
No sé si me harás falta
no sé cuál es tu luz.
Dime que existe tu almohada.

Pesas las horas que pasan
sin mariposas
de alas de rosa
que tras la frente
visten de gris.
Dime que soy quien te nombra,
dime que me das calor,
dime que serás mi sombra,
quiero conocer tu olor.

Dime cuál es tu calle,
dime quién serás tú.
No sé si me harás falta
no sé cuál es tu luz.
Dime que existo en tu almohada.

Sonhos de Geléia

Tardes fazendo nada,
pensando em sonhos de geléia
curando o tempo
bebendo chá.
Flores secas guardadas,
nem uma chamada,
sorte maldita, de costas virada,
sempre ao contrário.
Noites sem amanhecer,
sempre fica Paris.
Mil esperas longas,
quantas virão, afinal?

Me diz qual é a sua rua,
me diz quem você será.
Não sei se vou sentir sua falta,
não sei qual é a sua luz.
Me diz que existe seu travesseiro.

Você pesa as horas que passam
sem borboletas
de asas rosas
que na testa
vestem de cinza.
Me diz que sou quem te nomeia,
me diz que me dá calor,
me diz que será minha sombra,
quero conhecer seu cheiro.

Me diz qual é a sua rua,
me diz quem você será.
Não sei se vou sentir sua falta,
não sei qual é a sua luz.
Me diz que existo no seu travesseiro.