
Caminhos do Ontem
Juarez Dias e Paulo Motta
Estrada deserta caminhos do ontem
Por um longo tempo viu meu caminhar
Pinguela caída córrego sem vida
E o curral de taboa de jacarandá
Restinga de mato ao sopé da serra
Pedaço de terra onde me criei
Lembro emocionado a simplicidade
Aqui na cidade não me acostumei
Cada vez que chove o cheiro da terra
Me faz reviver o jeito do sertão
O vento batendo nas folhas das plantas
Sinto o descompasso no meu coração
A fornalha velha chapa de três furo
A chaleira preta de passar o café
De manhã bem cedo a gente levantava
Pelas quatro e meia já tava de pé
A vacada mansa berrando no pasto
Pássaro cantando dava gosto ouvir
Na água da bica onde eu lavava o rosto
Enchia a cabaça antes de sair
Eu comparo tudo e fico envaidecido
Hoje na cidade agradeço a Deus
Foi lavrando a terra que arranquei os frutos
Pra dar o futuro para os filhos meus



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