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Libertem Nossa Voz

Juari Silveira de Sá

Letra

    Somos fantoches de falsa ideologia
    Massa de manobra para a burguesia
    Pobre matando pobre, se vê todo dia
    Beberam todo o vinho e só deixaram a sangria

    Quando a liberdade vai vir para ficar?
    Das minhas mãos só a vejo escapar
    Mãos juntas para rezar ou unidas por algemas?
    Enquanto não é com você, cada um com seus problemas

    (Veremos no decorrer da próxima cena)

    Homem é feito de refém dentro da sua própria casa
    Moça sai pra estudar, em seguida é estuprada
    Na fila dos aposentados uma idosa é assaltada
    Laboratório vende jornal com notícias manipuladas

    Abra sua mente, arrebente as correntes
    Saia da estatística de mais um sobrevivente
    Salve todos os Santos, que morrem lutando
    Como fez São Jorge contra o Império Romano

    Liberdade de escolher no que crê, no que vê
    Por si escolher é crer em você
    É boca que grita, que eles não calam
    Escravo que digam, o que eles não falam

    O medo dos reis são as mãos que embaralham
    Erguem muros se sentem inseguros
    Tampam os ouvidos pro nosso barulho
    Com ideia e plano governamental pegam as flores do seu quintal

    Constroem um grande jardim suspenso
    Disfarça o odor de enxofre com incenso
    Expandidos seus domínios, vivem dentro de condomínios
    Mas quem aguenta viver do lado de cá?

    Sabendo que a paz nunca virá
    Ouvindo estouros, estampidos na linha de tiro
    Entre o polícia e o bandido
    Condomínios fechados, no mundo aberto

    É a insegurança em alta reflexo
    Derrubam barracos constroem mansão
    É o asfalto subindo: Que contradição!
    São falsas as falas dos ternos e gravatas

    Sua família no poder é perpetuada
    Papagaios faladores na terra do faz de conta
    Onde o certo e o errado se esbarram, e se encontram
    Dizem que todo poder emana do povo

    Mas o Estado come a carne e só te da o osso
    Tão raro é o pobre ter salário que sobre
    Operário trabalha até a morte
    E faz faculdade da sorte

    Correria nas calçadas
    Andando de mãos dadas
    A vida e a morte um dia se entrelaçam e sobem as escadas
    Olhos desatentos, não vêem o que esta acontecendo
    Nesse apartamento chamado mundo violento

    Composição: Juari Silveira de Sá / Marcus Lopes. Essa informação está errada? Nos avise.

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