
Déjà-vu em Silêncio
Juliana Hoffmann Liska
Quantas noites em silêncio
Arranquei meu coração
Em lágrimas e segredos
Te escrevi em cada mão
Te amei sem ar
De um beijo em silêncio
Sem toque
Sem olhar
Só desejo em movimento lento
Você se foi pela janela
Nem se despediu de mim
Ficou perfume na cortina
E um talvez dentro de um fim
Não era amor
Mas foi meu déjà-vu
Revendo cenas que eu nunca vivi
Você jurando ficar
Eu fingindo acreditar
Repeti você em todos os filmes que eu vi
Não era amor
Mas foi meu déjà-vu
Teu nome ecoa em tudo que eu ouvi
Tanta promessa jogada no escuro
Eu decorando cada parte de ti
Quantas vezes na lembrança
Te criei mais do que era
Dei sorriso à tua ausência
Fiz castelo da quimera
Te beijei na minha mente
Mil versões da mesma história
E no fim
Frio de repente
Só saudade provisória
Não era amor
Mas foi meu déjà-vu
Revendo cenas que eu nunca vivi
Você jurando ficar
Eu fingindo acreditar
Repeti você em todos os filmes que eu vi
Não era amor
Mas foi meu déjà-vu
Teu nome ecoa em tudo que eu ouvi
Tanta promessa jogada no escuro
Eu decorando cada parte de ti
Se eu te encontrar em outro corpo
Será que eu vou te reconhecer?
Ou vou cair no mesmo conto
Te chamar de tudo
Menos de perder?
Não era amor
Mas foi meu déjà-vu
Revendo cenas que eu nunca vivi
Você jurando ficar
Eu fingindo acreditar
Repeti você em todos os filmes que eu vi
Não era amor
Mas foi meu déjà-vu
Teu nome ecoa em tudo que eu ouvi
Tanta promessa jogada no escuro
Eu decorando cada parte de ti



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