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Final de Seca

Juliana Spanevello

Letra

    Pras bandas do poente, ergueu-se uma barra
    Calou-se a cigarra, assim, de repente
    E um som diferente ponteou de guitarra
    E um som diferente ponteou de guitarra

    Lá longe, bem longe faísca e troveja
    Silêncios de igreja com ecos de bronze
    Nas preces do monge, no amém do assim seja
    Nas preces do monge, no amém do assim seja

    Tropeando a lonjura, o tempo que berra
    Farejo mais serra que o vento procura
    A chuva madura traz cheiro de terra
    E a chuva madura traz cheiro de terra

    O tempo desaba, o mundo se adoça
    Na água que empoça, mais mansa ou mais braba
    A seca se acaba e tudo remoça
    A seca se acaba e tudo remoça

    Nas almas sedentas não é diferente
    As barras do poente que se erguem violentas
    Depois das tormentas, acalmam a gente
    Depois das tormentas, acalmam a gente

    Se as safras perdidas tivesse gargantas
    Podiam ser santas nas searas da vida
    São tão parecidas as almas e as plantas
    São tão parecidas as almas e as plantas

    Tropeando a lonjura, o tempo que berra
    Farejo mais serra que o vento procura
    E a chuva madura traz cheiro de terra
    E a chuva madura traz cheiro de terra

    O tempo desaba, o mundo se adoça
    Na água que empoça, mais mansa ou mais braba
    A seca se acaba e tudo remoça
    A seca se acaba e tudo remoça
    A seca se acaba e tudo remoça
    A seca se acaba e tudo remoça

    Composição: Jayme Caetano Braun / Leonel Gomez. Essa informação está errada? Nos avise.

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