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Tranco de Fronteira

Juliano Gomes

Letra

    Quando um gaiteiro
    Destramela a três ilheiras
    Neste tranco de fornteira
    Acho um jeito de bailar
    Gosto da marca de largar se debulhando
    China que saia se olhando
    Com ganas de "veiacá".

    Eu sou do tempo que o "home" que era bem "home"
    Peleava com "lobisome" e atracava nas mulher
    Que o resto a gente empurra sempre pra um costado
    Que eu sou "nego" desconfiado se não sei que bicho é.

    Chora cordeona,
    Choraminga no compasso
    Que no meu braço eu levo uma flor do rincão
    Num vai-e-vem de misturar o feijão com a massa
    Eu chego até achar graça, com pena do coração
    Chora cordeona,
    Choraminga neste embalo
    Quando meto meu cavalo nunca deixo pra depois
    Já que a morena se agradou do meu café
    Depois que eu atolo um pé, mordo o beiço e atolo os dois.

    A noite velha já se perde num "garreio",
    Sigo firme no floreio, só desdobrando a percanta
    Mais entonado que o garnizé lá "das casa"
    Já baleado de uma asa de tanto "samba com fanta"

    Se tu me quer me diz logo de vereda
    Boca de seda dos olhinhos cor de amora
    Daí então já saímos bem campante
    Que o rancho mais distante fica perto nesta hora.


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